Pesquisar

Assembléia Legilativa

domingo, dezembro 09, 2018

Vereador Vanderlei Alves de Carvalho ( Delei ) e sua família, deseja um Feliz Natal e um Próximo Ano Novo de vitórias a todos

As sementes da vida precisam ser semeadas com paz e amor, e assim, poder gerar o alimento que precisamos para viver.

Viver com alegria, coragem e determinação de seguir adiante.
Viver o presente com sabedoria e plenitude para que o ontem seja um sonho de felicidade e cada amanhã uma visão de esperança.

Feliz Natal e um Ano Novo cheio de realizações…

Saúde é minha responsabilidade

Nada vai tirar o meu foco de implantar um novo ciclo na Saúde da Capital
Com a saída do secretário de Saúde, alguns podem se questionar, e agora? Como fica o novo Pronto Socorro? Eu respondo com toda a certeza e firmeza que meu cargo exige junto à população cuiabana: o Pronto Socorro será entregue este mês e nada vai tirar o meu foco de implantar um novo ciclo na Saúde da Capital.

Por isso estou convocando o procurador do Município, Luiz Antônio Possas de Carvalho, que, interinamente, irá assumir a pasta da Saúde, acumulando também a Procuradoria Geral do Município. Possas irá fazer uma ação imediata na Secretaria Municipal de Saúde tendo autonomia para rever contratos, fazer o levantamento dos servidores - junto ao RH - fortalecer as relações com o órgão de controle interno e externo – dando mais transparência –, ampliar a relação harmônica e respeitosa com o Ministério Público, acelerar os procedimentos já iniciados, dentre eles a entrega, este mês, do Novo Pronto Socorro de Cuiabá - que é a obra mais importante dos últimos tempos na nossa cidade.

A princípio, já posso dizer que este novo ciclo significa inverter a pirâmide e priorizar a atenção básica

Possas terá ainda outra missão, fazer um balanço dos dois anos da gestão, projetar os próximos anos e concluir o nosso grandioso projeto que é a quebra de paradigmas na saúde, apresentando um modelo inédito de gestão que tenho certeza, será o início de um novo ciclo. Daremos mais detalhes desse projeto quando finalizado, mas a princípio já posso dizer que este novo ciclo significa inverter a pirâmide e priorizar a atenção básica. Para se ter uma ideia, hoje “investimos” grande parte do nosso tempo e recursos apenas ‘apagando incêndios’ no Pronto Socorro de Cuiabá. Isso irá acabar, pois temos um planejamento para seguir, com o compromisso de modernizar e humanizar a saúde pública em Cuiabá.

Tenho certeza de que, assim como na Procuradoria, Luiz Antônio Possas de Carvalho realizará um excelente trabalho neste tempo em que estiver à frente da Saúde cuiabana.

‘Bora pra frente’ e que Deus nos abençoe!

EMANUEL PINHEIRO é prefeito de Cuiabá

O bom filho a casa torna

Alexandre Beloto foi convidado por mim a voltar para o local que ajudou a fundar
Trago boas novas para a população cuiabana e, mais uma vez, o assunto é sobre o novo ciclo que estamos implantando na saúde do município.

A Empresa Cuiabana de Saúde Pública – ECS, que gere o Hospital São Benedito e irá administrar também o novo Pronto Socorro da Capital está sob nova direção: Alexandre Beloto Magalhães de Andrade será, a partir de hoje, o diretor-geral da instituição.

Especialista em Gestão Hospitalar, Beloto é um antigo conhecido da administração municipal, ele foi advogado da ECS durante o processo de fundação e atuou fortemente na criação de sua legislação.

Na nossa gestão, foi controlador interno da entidade em 2017 quando foi convidado pelo governo do Estado a administrar o Hospital Metropolitano de Várzea Grande. Ele encontrou uma instituição em crise e em pouco mais de um ano, curou as principais mazelas, com uma equipe enxuta e muita competência.

Agradeço toda dedicação do diretor interino Oséias Machado que, com muita seriedade, atuou na gestão deixando sua marca na administração da entidade

Agora, ele foi convidado por mim a voltar para o local que ajudou a fundar. Alexandre Beloto retorna à Casa para contribuir com nosso projeto de humanização, modernização e fortalecimento da Empresa Cuiabana de Saúde Pública.

Agradeço toda dedicação do diretor interino Oséias Machado que, com muita seriedade, atuou na gestão deixando sua marca na administração da entidade. Oseias fez consideráveis ampliações, mas, principalmente, humanizou o Hospital são Benedito, contribuindo para continuasse referência em saúde no estado e com aprovação de 99% dos pacientes.

Oséias voltará para o cargo de diretor administrativo e atuará como um “braço direito” de Beloto e juntos, tenho a mais absoluta certeza de que a saúde da população cuiabana estará em excelentes mãos.

EMANUEL PINHEIRO é prefeito de Cuiabá

Opinião: Um país mal educado

No Brasil, os primeiros a não respeitarem os professores são as autoridades públicas
Somos um país que temos uma das piores educações do planeta. E não é de hoje; é algo que vem desde o tempo do Brasil colônia. Mesmo a América espanhola desde o século XVI teve universidades, mas a América portuguesa – Brasil – só terá curso superior quando da vinda da família real portuguesa, fugindo de Portugal devido à invasão de Napoleão, no século XIX. Apesar de estarmos entre as maiores economias do planeta, estamos entre os piores sistemas educacionais. Nossa riqueza não vem do povo (explorado!), mas da exploração da natureza exuberante. No continente americano apenas o Haiti está atrás de nós. Países muito mais pobres que o Brasil tem escolas muito superiores às nossas, e seus estudantes saem das escolas sabendo ler e escrever, além de saber fazer contas, o que não ocorre no país.

Também, contrariamente ao que ocorre no resto do mundo, onde se aplica no desenvolvimento de sua população, no Brasil se aplica apenas em bens materiais e em explorar a “bondosa” natureza. Primeiro foi a cana de açúcar, depois o ouro, depois o café, depois a borracha, e agora são as commodity e petróleo do pré-sal, mas na educação do seu povo, na população, no máximo um verniz cultural, sendo mesmo as elites mal educadas, com escolas fracas e ruins.

Nossa alfabetização em grande parte não se dá na idade própria. Temos evasão no ensino médio que assustariam qualquer país descente, jovens que são cooptados pelo crime porque não tem uma escola razoável para frequentar e de onde são expulsos. Temos déficit de aprendizado e capacitação de professores, que recebem formação precária e ainda se permite que pessoas lecionem sem formação para tanto. Pesquisas mostram que 55% das crianças de oito e nove anos não sabem ler, e 93% dos alunos não sabem matemática ao concluir o ensino médio, mas o futuro governo e seu ministro da Educação acha que seu grande problema é a doutrinação de crianças e jovens.

Os melhores países em educação no mundo tratam seus educadores como pessoas que fazem um trabalho sério, com grande valor para toda a comunidade, remunerando bem e dedicando respeito

Pesquisas mostram que os jovens atuais não se interessam por serem professor, que é uma “carreira” que se torna cada vez mais um bico, que capta apenas os piores quadros das universidades, aqueles que não conseguem exercer outra profissão de curso superior, todas elas melhor remuneradas do que um professor.

Os professores precisam se virar, dando aulas em várias escolas diferentes, para fazer o dinheiro caber no mês. Essa rotina extenuante dos docentes, aliás, tem um efeito ainda mais perverso. Com menos tempo, eles acabam dando aulas piores. Afinal, bons professores precisam estudar para exercer seu ofício, e não perder tempo se locomovendo entre escolas distantes para lecionar. Além disso, alunos perdem dias preciosos de aulas e sofrem com o rodízio de profissionais da educação, que não se fixam nas escolas. A baixa aprendizagem dos estudantes também tem ligação com a falta de aulas, com os improvisos pedagógicos para adequar a educação à falta de condições educacionais. 

Os melhores países em educação no mundo tratam seus educadores como pessoas que fazem um trabalho sério, com grande valor para toda a comunidade, remunerando bem e dedicando respeito. No Brasil, os primeiros a não respeitarem os professores são as autoridades públicas e os governantes, que fazem e desfazem da educação sem consultar os professores. É hora de acabar com os puxadinhos nas escolas brasileiras, o improviso, as coisas feitas no calor da hora, reformas que mais deformam algo que nem está pronto. Não precisamos de reformas, mas da construção de um sistema educacional descente, ensino integral, algo que nunca houve no Brasil. Não estamos em crise, o que pressuporia que um dia tivemos um sistema educacional bom e agora decaímos, estamos numa condição precária pelas opções políticas seculares desse país.

Países bem escolarizados tem baixo nível de violência e criminalidade, tem alto nível de saúde, de ordem pública e cívica. O povo é mais obediente e participativo.

Enfim, se queremos diminuir a criminalidade e aumentarmos o nível de participação cívica, é preciso criar bons cidadãos, que têm que sair de boas escolas. E isto é tarefa da sociedade civil e não apenas de governos, pois que para tanto é preciso o compromisso de todos pela defesa de uma educação pública de qualidade: qualquer sistema educacional demora uns 20 anos para apresentar seu resultado, e se deixarmos na mão dos políticos e governantes, que mudam a cada eleição, nunca terminamos de efetivar um sistema educacional, pois cada governo quer inaugurar o seu e desmanchar o que foi feito pelos antecessores.

Deixem os professores estabelecerem o sistema educacional e a educação, sem limites no orçamento, pois que uma educação boa é cara, mas barateia a vida social com pessoas bem educadas, mais cívicas, mais honestas. Que se tirem os políticos e governantes da organização educacional para que não se gaste na corrupção, nem com o privilégio dos seus parentes e aliados. É tempo de a sociedade civil fazer sua parte e perceber que os políticos e governantes são antes o nosso problema, mais do que a solução.


ROBERTO DE BARROS FREIRE é professor do Departamento de Filosofia na UFMT.

PSG nega venda de Neymar ou Mbappé por fair-play financeiro

Clube parisiense deu sua versão após publicação do jornal "L'Equipe"
REUTERS/Eric Gaillard
A polêmica instaurada no futebol francês neste sábado (8) ganhou um novo capítulo. Horas depois do jornal "L'Equipe" publicar a intenção do Paris Saint-Germain de negociar Neymar ou Mbappé para evitar uma suposta punição por desrespeitar o fair-play financeiro, o próprio clube parisiense deu sua versão e negou veementemente o que foi publicado pelo veículo de comunicação.

Em uma nota oficial, o PSG considerou um "atrevimento" do jornal a publicação da notícia e considerou as informações veiculadas "equivocadas" e "ridículas". Vale lembrar que o clube segue sendo investigado pela Uefa por desrespeitar o fair-play financeiro instaurado pela entidade, que proíbe equipes de gastar mais do que arrecadam com reforços.

"Em um artigo publicado na sexta-feira à noite em seu site, o "L'Équipe" se atreve a afirmar que 'o PSG está disposto a perder Kylian Mbappé ou Neymar Jr. para evitar sanções do fair play financeiro'", escreve o PSG, que nega "com a maior firmeza estas informações equivocadas, ridículas e que têm a única intenção de criar um clima de tensão no clube", dizia nota.

Além disso, o comunicado informa que não se trata de uma única vez em que a linha editorial do jornal tenta "espalhar a atmosfera" do PSG, lembrando da notícia publicada também nesta semana de que Cavani estaria insatisfeito e motivado a deixar o clube. "Dada a determinação do veículo de tentar prejudicar a imagem, o Paris Saint-Germain reafirma o seu compromisso de avançar e interagir apenas com interlocutores de boa fé", completou.

Neste sábado, o diário esportivo dedicou novamente a primeira página de seu site aos dois maiores craques do PSG, Neymar e Mbappé, e manteve a afirmação de que a equipe parisiense estaria "disposta a perder uma estrela". Entre os argumentos, foi levantada a possibilidade de venda do francês, que renderia uma quantidade maior de dinheiro, ao passo que o brasileiro já estaria sendo monitorado por outros clubes do velho continente, como o Manchester United.

Na atual temporada, Neymar tem sido o grande destaque do PSG com 15 gols marcados e mais sete assistências nas 18 vezes em que entrou em campo. Mbappé, por sua vez, tem 14 gols e oito assistências, em 16 aparições na temporada, somando Campeonato Francês e Liga dos Campeões.

DO TERRA NOTICIAS 

Guedes anuncia seu nº 2 e novos nomes da equipe econômica

Futuro ministro foi escolhido por Bolsonaro para chefiar Economia
Divulgação
A assessoria do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, informou neste sábado, 8, a escolha de novos nomes para a equipe da pasta, antecipados nesta sexta-feira pelo "Broadcast". O número dois de Guedes será Marcelo Guaranys, servidor de carreira do Tesouro Nacional e com formação em Economia e Direito. Atualmente, ele é subchefe de Análise e Acompanhamento de Políticas Governamentais da Casa Civil da Presidência da República. Já foi diretor-geral e diretor de Regulação Econômica da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e assessor especial para infraestrutura da Casa Civil.

Os demais nomes anunciados são:

Secretário Geral da Fazenda: Waldery Rodrigues Júnior. Engenheiro formado pelo ITA, mestre e doutor em economia pela University of Michigan e UnB, respectivamente, tem larga experiência no setor público (pesquisador concursado pelo IPEA e Consultor do Senado Federal na área Política Econômica). Desde 2016 estava cedido do Senado para a Assessoria Especial do Ministério da Fazenda. Já exerceu diversos cargos no Ministério da Fazenda, no IPEA, no Senado e preside o Conselho Fiscal da BB-Corretora.

Secretário Geral Adjunto da Fazenda: Esteves Colnago. Atualmente, exerce o cargo de Ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. Analista do Banco Central do Brasil desde 1998, Colnago é mestre em Economia pela Universidade de Brasília e já exerceu os cargos de Secretário-Executivo Adjunto dos Ministérios da Fazenda e do Planejamento, de Secretário-Executivo do Ministério do Planejamento, de Presidente dos Conselhos do BNDES, do IRB e do CRSFN.

Secretário Geral de Desburocratização, Gestão e Governo Digital: Paulo Uebel. Possui mestrado em administração pública pela Columbia University, é bacharel em ciências jurídicas e sociais pela PUC-RS, especialista em direito tributário, financeiro e econômico pela UFRGS, e especialista em liderança global pela Georgetown University. Foi Secretário Municipal de Gestão da Prefeitura de São Paulo, CEO da WeWork Brasil e CEO Global do LIDE - Grupo de Líderes Empresariais. Antes, foi diretor executivo do Instituto Millenium, fundado por Guedes para promover o liberalismo econômico.

Secretário Geral Adjunto de Desburocratização, Gestão e Governo Digital: Gleisson Cardoso Rubin. Hoje é o Secretário-executivo do Ministério do Planejamento. Servidor da carreira de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, licenciado em Matemática pela Universidade de Brasília (UnB) e especialista em Matemática e Estatística pela Universidade Federal de Lavras (MG). Foi Secretário de Gestão da Política de Direitos Humanos na Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, presidente da Fundação Escola Nacional de Administração Pública (Enap) e Secretário de Gestão do Ministério do Planejamento.

Secretário Geral de Produtividade e Competitividade: Carlos da Costa. Economista, Mestre e PHD (ABD) pela UCLA, bacharel em economia pela UERJ, Costa foi executivo nos setores de educação e serviços profissionais. Recentemente, foi Diretor de Planejamento, Crédito e Tecnologia do BNDES. Antes disso, presidiu o Instituto de Performance e Liderança, foi executivo residente no JP Morgan e sócio-diretor do Ibmec Educacional, onde fundou e dirigiu a Faculdade em São Paulo. Atuou como consultor em empresas e programas de governo, em especial nas áreas relacionadas a desenvolvimento, produtividade e mercado de capitais.

DO TERRA NOTICIAS 

Deputado destina emenda de R$ 300 mil para evento natalino

Dinheiro público
Deputado destina emenda de R$ 300 mil para evento natalino
O deputado estadual Leonardo Albuquerque, autor da emenda
O Grupo Artístico Cultural e Meio Ambientalista Chalanavai receber R$ 300 mil em emenda parlamentar para a realização do evento “Natividade Pantaneira”, que acontece em Cáceres.

O dinheiro sairá dos cofres da Secretaria de Estado de Cultura, por meio de emenda do deputado estadual Leonardo Albuquerque.

Do midianews.

Coronel PM de Mato Grosso irá comandar supersecretaria

O coronel da Polícia Militar de Mato Grosso Eumar Novacki, que irá chefiar a Casa Civil na gestão do governador eleito do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), deverá contar com uma superestrutura.
Segundo publicado pelo Correio Braziliense, a Pasta de Novacki será composta por seis subsecretarias e três secretários-adjuntos, além de um secretário executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.

Ao aceitar o cargo, o coronel PM afirmou ao MidiaNews que a proximidade com o Ibaneis e o desafio proposto foram decisivos para a tomada da sua decisão. "Sabemos que os desafios são grandes. O nosso papel será de apagar incêndios, e não de criá-los. Quero integrar as secretarias, trazer todos para a mesma mesa e mostrar que, quando estamos unidos, tudo se torna mais fácil", disse, na época.

Do midianews

Líder ruralista critica "políticos retrógrados" e prevê colapso em MT

Presidente da Aprosoja, Antônio Galvan faz oposição enfática à cobrança de mais impostos do setor
Alair Ribeiro/MídiaNews
Presidente da Aprosoja, Antônio Galvan afirma que a taxação do agro é uma ideia da "velha classe política"
O produtor rural Antônio Galvan, presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), é uma das vozes mais estridentes a se levantar contra a chamada taxação do agronegócio em Mato Grosso.

Gaúcho de Sananduva, o agricultor de 61 anos – que está desde 1986 em Mato Grosso e tem fazenda em Santa Carmem (a 509 km de Cuiabá) – afirma que qualquer nova incidência de impostos no agronegócio poderá inviabilizar grande parte da produção, provocando um colapso no Estado.

Para Galvan, a proposta de se cobrar mais impostos dos grandes produtores rurais para reduzir a pobreza no Estado é uma política de “Robin Hood”, que, segundo ele, se chama socialismo.

A proposta que sugere a taxação das commodities produzidas no Estado é uma ideia da velha classe política, segundo o pecuárista. Para ele, "velhos políticos" não conseguem cortar os próprios privilégios e jogam nas costas do produtor o custo da ineficiência estatal.

Na entrevista que deu ao MidiaNews nesta semana, Galvan falou ainda dos problemas de logística no Estado, do modelo de taxação de Mato Grosso do Sul e da possibilidade de o Governo reeditar o Novo Fundo Estadual de Transporte e Habitação, o chamado Fethab 2.

Confira a entrevista na íntegra:

Da Reportagem - Em 2017, o valor bruto da produção de Mato Grosso foi de R$ 74 bilhões. Em contrapartida, a arrecadação com ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços] chegou a R$ 9 bilhões. O senhor não acha que há muita discrepância entre a riqueza que o agronegócio produz e a arrecadação do Estado?

Antônio Galvan – De forma nenhuma. Se você fizer a conta dos R$ 74 bilhões para os R$ 9 bilhões, você está a 12%, 13% mais ou menos da arrecadação. E isso é dentro da normalidade de qualquer Estado. Outra coisa: a quantia que você tem dentro dessa renda, quando está na mão do produtor, com certeza ela é investida dentro do próprio Estado. Isso gera mais renda, que gera mais emprego. E qual é a finalidade do crescimento? Você não tem crescimento sem pessoas trabalhando. Para você ter pessoas trabalhando, tem que ter crescimento e renda. Acho que essa arrecadação está dentro, ou até acima, do que seria normal. Se você juntar o ICMS de outros estados, pode ver que ainda é menor que o de Mato Grosso.

Da Reportagem - Mas os R$ 9 bilhões dizem respeito à arrecadação de todos os setores e não só do agro.


Antonio Galvan - Mesmo assim. O agronegócio é responsável por 55% disso.

Da Reportagem – Observando a crise que Mato Grosso enfrenta, o senhor não acha que é o momento dos multimilionários ajudarem mais o Estado?

Antônio Galvan – Eu não vejo dessa forma, de dizer que A, B, ou C tenham que pagar essa conta. Essa política “Robin Hood” nunca funcionou em lugar nenhum, porque você tem que implantar o socialismo. Eu acho que o Governo deve ter políticas públicas específicas para certas regiões. Governadores já quiseram comparar Sorriso com Poconé. Será que a solução é fazer Poconé ficar igual a Sorriso? Ou trazer Sorriso para Poconé? Eu estou falando porque foi um governador que usou isso.

Eu acredito que estejam faltando políticas públicas dentro desses municípios que são mais carentes e têm necessidade de crescimento. E ninguém faz nada para isso. Todos os governadores que antecederam o atual governador Pedro Taques têm esses municípios na mão como curral eleitoral.

O imposto, que é constitucional, todos têm obrigação de pagar. Não vejo por qual razão fazer discriminação porque o cara se ascendeu [economicamente]

Nós temos Poconé, Cáceres e muitos municípios em que pode ser explorado o turismo. Como é colocada hoje a Flórida, nos Estados Unidos. O que seria da Flórida se o Governo não tivesse investido dentro daquelas áreas pantanosas? Porque lá é um pantanal muito maior que o nosso. Eles aproveitaram aquilo tudo e fizeram aquela região sobreviver muito bem, inclusive traz muita receita para o próprio País. E nós aqui segurando Poconé, Cáceres, Nobres – que tem aquelas grutas todas. Nem acesso asfáltico tem para você visitar. Você vai fazer visita em um ponto turístico nosso, é cheio restrição - isso quando você consegue atendimento. E os nossos pontos turísticos de Chapada dos Guimarães? Por quanto tempo ficaram fechados? Precisava de todos esses anos?

Na verdade, temos que desmistificar as coisas. Se a solução é querer segurar os municípios que conseguem se desenvolver através do agro para você poder contentar o ego de algumas pessoas, isso é um absurdo, é ridículo. O IDH [Índice de Desenvolvimento Humano] alto desses municípios é porque lá existe uma forma de se produzir e trabalhar. Então, se deve achar municípios que têm problemas, como na região do Araguaia, para se investir em turismo. São programas de governo que faltaram, inclusive [por parte de] alguns que criticam e estiveram no Governo do Estado. A solução não é trazer Sorriso, Primavera, Campo Verde ou Sinop para a situação de Cáceres. Não querendo desmerecer município nenhum, mas poderia estar muito melhor. Onde está a ZPE [Zona de Processamento de Exportação] de Cáceres que tanto se falou? A própria hidrovia, que foi cancelada, poderia desenvolver aquela região com uma simples canetada. 

Agora, por que esse tipo de ignorância, de impedir que o progresso chegue em uma região? O que atrasou o progresso hoje daquela região de Cáceres, por exemplo, foi a paralisação da hidrovia. Por que isso, se o mundo inteiro usou os rios para colonizar e para explorar qualquer região? É mais que notório. Agora, no Brasil, em Mato Grosso especialmente, você impede de usar as nossa hidrovias. Você impede o uso de ferrovia. Só temos esse pedaço da Ferronorte e acabou. Não tem como um País, e um Estado como o nosso, continuar tirando a produção dele dessa forma. 

Nesses municípios que têm mais dificuldade, faltaram políticas públicas para que se achasse a forma deles ganharem dinheiro. A política “Robin Hood” não funcionou e não funciona em lugar nenhum. Isso se chama socialismo. 

E essas pessoas que você relacionou [os multimilionários], se têm dívidas com o setor público, têm que pagar. Como o pequeno e o médio produtor. Dívida é dívida. O imposto, que é constitucional, todos têm obrigação de pagar. Não vejo por qual razão fazer discriminação porque o cara se ascendeu [economicamente]. Agora, se tem dívida, como tem acusação, que se prove e se cobre.

Da Reportagem – Como o senhor vê as declarações do senador Jaime Campos (DEM) dizendo que é preciso prender, inclusive, alguns produtores que ganham muito e não pagam nada?

Antônio Galvan – Eu desconfio que haja mais gente que tenha que ir para a cadeia junto. Se você for falar em prender, eu não sei quem tem moral para fazer isso. Acredito eu que não seja muito dessa forma. 

A política “Robin Hood” não funcionou e não funciona em lugar nenhum. Isso se chama socialismo.

Inclusive foram três ex-governadores que criticaram o setor. O [atual deputado federal] Carlos Bezerra falou que “tem que dar tapa na cara”. Tapa na cara de quem? Quem é ele para dizer alguma coisa? O próprio Júlio Campos também deu uma criticada. Foram os três governos que mais atrasaram salário para todo o funcionalismo público. Que moral eles têm para falar sobre isso?

É difícil querer contentar ego de A ou B. Se ele [Jaime] está com mal de alguma coisa, ele que vá curar. Agora ele que não venha acusar um setor que sustenta o Estado. Inclusive, ele é cuiabano e tem muita terra, trabalha na pecuária. Ele fala em barão ou tubarão da soja. E os tubarões da pecuária? Onde estão? 

O Jaime é amigo da gente, conversei com ele na semana retrasada. Ele deve estar perturbado. Uma pessoa que tem muitas posses, muitos bens, ficar falando de pobre? Ele foi prefeito de Várzea Grande, foi governador... E o que ele conseguiu resolver de pobreza, se até salário ele atrasou? Ele foi um dos governadores que mais atrasou salário do funcionalismo público, de 1990 a 1994, quando foi governador.

Jaime que me desculpe, é amigo da gente, mas essa agressão que ele faz direto ao setor da agricultura... Ele só não é agricultor porque não teve coragem, porque ele sabe [a dificuldade] que é para o cara ser agricultor, especialmente em Mato Grosso, na distância que estamos [dos mercados consumidores]. É porque não teve coragem, como a maioria dos pecuaristas. Porque quando eles vão fazer um orçamento para fazer agricultura, o cara tem que ser corajoso. Eu sempre falo: para ser agricultor, o cara tem que ter uma dose de loucura muito boa. Porque se você vender todo gado que tem dentro de uma fazenda, você não consegue colocar metade das máquinas que precisa para plantar. Imagina preparar a terra, ver custo de produção e tudo. 

Agricultor tem que ter bastante coragem. Principalmente em Mato Grosso, pela distância, e o custo que a gente tem para poder levar essa produção aos centros consumidores.

Da Reportagem – O senhor acredita que estão querendo demonizar o agronegócio? 

Antônio Galvan – Eu percebo que quem está falando isso são os velhos políticos, querendo manter a velha política. Parece que não acordaram para a realidade do País, e a resposta foi dada nas urnas.

O próprio Wilson Santos (PSDB), que tanto falou e tanto bateu, se você olhar o histórico político dele, é vergonhoso. Ele não fez 15 mil votos, mesmo já tendo sido prefeito da Capital. É lógico que eles querem manter uma válvula de escape para manter essa velha política. E infelizmente, essa velha política já está enterrada e só eles não perceberam. A população já viu isso. Passaram arrastando, arranhando e gastando tudo para poder se manter na política. Mas isso não serve mais, isso com certeza não dá mais voto. Ele bateu muito, em 2016, nesse assunto, e foi no sufoco que ele conseguiu entrar [na Assembleia Legislativa]. Não vejo motivo para eles estarem fazendo isso. Não dá mais voto. Eles precisam acordar. Se isso desse voto, o Wilson Santos deveria ser o deputado estadual mais votado. 

Ele tem que mudar o discurso. Ele já percebeu, na própria audiência pública que promoveu, que isso não traz mais voto. A sociedade percebeu que o agro é que está dando esse ar de vida, está dando essa glória e esse reconhecimento. Mato Grosso não tem reconhecimento só nacional. Mato Grosso é internacional. Todas as pessoas quem vêm ao Brasil, seja para comprar ou vender produtos, chegam a Mato Grosso primeiro, antes de qualquer outro Estado. 

Eles têm que pensar. Isso [criticar o agro] não dá mais voto. Eles que virem o disco.

Da Reportagem – Então, o senhor defende que não há espaço para o agro pagar impostos?

Antônio Galvan – Com certeza. O agro vive de altos e baixos. Sempre! Nessa próxima safra, o milho vai ficar inviável. O produtor não deveria plantar milho nessa safra, ou deveria reduzir em relação ao ano passado. Nesse ano, comparando com ano passado, quebrou 30 milhões de toneladas, com 128 milhões de toneladas de safra de milho. Este ano, colheu-se apenas 80 milhões de toneladas. Hoje, o valor do milho pago no Estado não está remunerando [o produtor]. Na safra que vem, ninguém sabe o que vai acontecer. Então, como você quer taxar? 

Essa briga da China com os Estados Unidos represou soja [norte-americana]. No momento em que eles soltarem, vai desandar os valores aqui. E tem o preço alto do dólar, que estava R$ 4,20 à época do plantio, e hoje já caiu para R$ 3,80. Então, há anos que com o agro você consegue colocar suas contas em dia. Há outros em que você se endivida. E sempre foi desse jeito. Na agricultura sempre foi desse jeito. Eu sempre falo: o cara tem que ter um bom coração, ele tem que ter muita coragem, e alguma dose de loucura. O agro colabora, e colabora muito, pelo risco que ele têm. E pela importância dele, porque quando falamos em agro estamos falando de alimento, comida, que todo dia está na mesa das pessoas. 

Da Reportagem – Vem se falando muito em esquemas de sonegação de imposto, por meio da simulação de exportação de commodities. É verdade? Isso tem ocorrido no Estado?

Antônio Galvan – É um absurdo comentar um assunto desse. Se existe isso, tem que ser com a polícia. Se isso está acontecendo, tem que ter conivência dos órgãos fiscalizadores. Essa conversa nós ouvimos na mídia. Por que não é apurado esse assunto? Se há isso no Estado, tem alguém envolvido no meio para dar guarida para isso acontecer. E tem que punir.

Foi o que disse inicialmente: o que foi instituído tem que ser feito. Agora, se isso existir [sonegação de impostos], tem a conivência de gente do setor público no meio. Porque ninguém consegue fazer a “maracutaia” sozinho. E se existir, tem que ser punido e cobrado.

Da Reportagem – Como o senhor vê essa proposta de se impor um percentual da produção para o mercado interno?

Antônio Galvan – Isso nada mais é do que fazer reserva de mercado para grandes empresas. Nenhuma empresa dessas pertence a produtor rural pequeno. Isso não existe pelo próprio custo. Ele vai estar fazendo uma transferência de renda do produtor a essas empresas. E essa renda poderia ficar na mão do produtor rural, porque ele vai gerar renda para o próprio Estado. Ou seja, no momento em que consumir qualquer bem, vai ter ICMS em cima.

Várzea Grande foi a Cidade Industrial. E agora não tem mais nem esse nome. Há alguma coisa de errada na administração. Quem administrou Várzea Grande por muitos anos?

Se fizer essa taxação, com essa reserva de mercado, essa taxação vai passar para quem? Para as multinacionais, para as grandes empresas, para fora do País, inclusive. Se é isso que o Governo quer fazer, achando que em um primeiro momento ele é que vai se sair bem, ele vai dançar. Com certeza vai cair a receita do Estado. Porque se você tirar da minha mão e de milhares de produtores para repassar essa reserva de mercado, não tem lógica nenhuma.

Segundo, querem usar muito Mato Grosso do Sul como comparativo. Nós estamos a, no mínimo, mil quilômetros de distância do centro consumidor. Quanto custa isso de frete? Já falei para meio mundo e volto a falar: pagaríamos com gosto [mais imposto] se nós tivéssemos mais perto do mar, onde você faz transporte para outros países. Mil quilômetros de frete rodoviário custam muito mais que se você taxasse esses 30% do agro. 

E é por isso que pleiteamos a ferrovia - e o próprio Jaime Campos veio criticar. Várzea Grande era conhecida como a Cidade Industrial. E hoje, é reconhecida como o que mesmo? E agora querem acabar com agro também. Se nós não mudarmos o nossos modais, não investirmos em ferrovia e hidrovia, a tendência é entrar em colapso. Vai ter um gargalo interno. Quem vai pagar isso? A população de um modo geral. E qualquer taxação que venha também, pode ter certeza que vai parar dentro da gôndola do supermercado. Ou você acha que vai parar na minha mão como produtor primário?

Para mim, quem taxa o setor primário – aquele que ainda está pra nascer – é igual como uma criança querer andar. Ao invés de você dar a mão para ela se apoiar e sobreviver sozinha, você dá uma rasteira nela. É um absurdo um cara dizer uma coisa dessas. Se ele me inviabilizar para produzir, eu paro. E o que se faz com a produção? Não vai existir.

O próprio [ex-governador] Dante de Oliveira disse lá traz, quando foi lançado a Proalmat [Programa de Incentivo ao Algodão de Mato Grosso]. O que aconteceu com algodão? Deve estar indo para um milhão de hectares. Somos o maior produtor. Mais de dois terços do que é produzido no Brasil é por conta do incentivo. Do que adianta taxar 100% de uma coisa que não existe? Então deixa nascer essa criança, deixa ele se criar, e depois começa a criar tributação. É preciso olhar um segundo momento. Se todo mundo quiser ganhar no primeiro momento, com certeza não sobrevive. 

O próprio Jaime [Campos] tem uma pecuária extensa, mas ele nunca falou da pecuária. Pecuária não pode. Soja, algodão e milho podem? É um absurdo

Várzea Grande foi a Cidade Industrial. E agora não tem mais nem esse nome. Há alguma coisa de errada na administração. Quem administrou Várzea Grande por muitos anos? Indústrias saíram daqui para ir a outros pontos do Estado e outra parte para fora de Mato Grosso. Não adianta, o Estado de Mato Grosso é o mais caro para se investir. É a população quer que continue desse jeito? Aí não adianta reclamar que não tem emprego. Para Mato Grosso continuar crescendo, e poder viabilizar, tem que investir em infraestrutura. 

Nós acabamos de fazer esse Fethab 2, a contragosto. Mas em uma análise, como seria investido em rodovias, isso facilitaria o escoamento da safra, como também para as pessoas que lá sobrevivem. Eu ouvi em vários municípios: “O asfalto foi feito para o produtor rural”. 

Vai lá em Apiacás, Cotriguaçu... Desce nesses munícipios que estão nos cantos extremos de Mato Grosso e pergunte à população o que é que eles querem. Será que as rodovias que chegariam até lá quem vai usar é só o produtor rural? Ou é o cidadão que está morando naquele município ou o cidadão que está na Capital e vai visitar um parente?

Dizem que isso é feito para favorecer ”barão de não-sei-o-quê”. Isso é para favorecer todo mundo. Por isso que a gente tinha um plano de estar participando junto e, infelizmente, a nossa participação não vai ser possível. O produtor não tem renda para tirar uma parte para investir. Nós vamos ficar à mercê de grandes grupos, sempre. 

Como ele [Jaime] veio citar aquela palhaçada de falar de Ferrogrão, que vem favorecer... Quem vai fazer ferrovia gastando R$ 10 bilhões ou R$ 12 bilhões? Eu? Você? Com a nossa renda? São os grandes grupos quem têm “cacife”. Porque se não forem eles, quem tem o dinheiro? Nós tentamos fazer esse bloco com milhares de produtores do Estado. Não tivemos apoio até agora, e numa análise crítica, agora, o produtor não tem condições de tirar R$ 1 de uma saca de soja, para fazer fundo para participar.

O mercado está muito volátil. Tem que cuidar muito dessa parte. Porque, se acabou a Cidade Industrial, você pode acabar com o Estado que é o agro, hoje. Se é isso que esse políticos retrógrados, que os velhos políticos, querem, que eles tentem fazer. Vejam se a população vai gostar ou não. O resultado eles tiveram nas urnas. Todos os discursos que eles fizeram anteriormente não resultaram em voto - e eles sabem disso.

Da Reportagem – O que o senhor está falando é que, se houver a taxação do agronegócio, a situação do Estado pode piorar ainda mais?

Antônio Galvan – Várzea Grande melhorou depois que a indústria saiu de lá? Com certeza, não! É um dos municípios com grande taxa de desemprego dentro do Estado. Se você reduzir o agro, o que vai acontecer na receita do Estado? O Estado que mais cresceu em arrecadação. A média hoje da nossa arrecadação por habitante é a maior do Brasil. Como você não consegue administrar o Estado com a maior receita per capita do Brasil? Isso é gestão pública. Eles acham que a vaca sempre vai estar cheia de leite. Ela está secando e vai secar.

Vai acontecer o que com o agro? O que aconteceu com Várzea Grande. O cara vai migrar, sair ou parar a atividade. Não tem dúvida. Se o agro parar – e ele não é o coração, é o corpo inteiro do Estado – com certeza haverá um colapso muito grande. Isso vai acontecer igual em Várzea Grande, se não houver investimento de infraestrutura no Estado.

Uma ferrovia não é feita da noite para o dia, de um ano para o outro, a hidrovia a mesma coisa – e se não trabalharmos rápido para absorver esse crescimento que o Estado possa ter, o colapso vai vir naturalmente. E isso vai ser sentido nos cofres públicos, sem dúvida nenhuma.

Cada um tem que fazer sua tarefa de casa. E não adianta discutir. Houve 75% de aumento nos últimos três anos em cima de salário do funcionário público. Quem suporta isso?

Da Reportagem – E com relação à renovação do Fethab 2, qual o posicionamento do senhor?

Antônio Galvan – Nós somos totalmente contrários à renovação. O Fethab 2 foi criado como um adicional justamente para se investir em infraestrutura no Estado e, infelizmente, por péssima administração, acabou sendo usado para outros meios, inclusive para pagar salários. 

É um absurdo você fazer um adicional de receita para poder incrementar essa estrutura, no que Estado tanto padece, e você acabar utilizando para outros fins. Inclusive, a Aprosoja entrou com uma ação na Justiça pedindo a paralisação da cobrança por não estar atendendo o objetivo da Lei.

Nós vamos sentar com [o governador eleito] Mauro Mendes para conversar e ele mostrar para gente o que ele quer fazer dentro desse Estado. A gente deposita toda a confiança, como empresários - que ele e o seu vice Otaviano Pivetta (PDT) são -, para gente poder voltar a contribuir com esse Fethab 2. Mas com o compromisso de ele sanar esse gargalo deficitário. O Estado não pode ter R$ 130 milhões, R$ 140 milhões de prejuízo mensal por conta de certos repasses feitos para cá ou pra lá e desse custo da máquina. 

Eu acho que o servidor público foi merecedor de um monte de coisa. Eles brigaram, foram buscar um salário melhor, mas chegou-se a um momento que não se suporta mais. Essa própria RGA [Revisão Geral Anual]... Elogio o trabalho que fizeram, mas hoje não tem mais como. Se você fizer um comparativo de um salário hoje no setor privado e público, o público descasou. Tanto que, se você fala com qualquer pessoa, o que é que eles falam? Todo mundo quer fazer concurso público. Por quê? Quem é que suporta isso? Quem é que dá conta? Quanto é que se repassa os Poderes? Mato Grosso tem o maior número de repasse percentual a respeito da arrecadação. Até onde vai se manter? Comparado com alguns Estados, é mais que o dobro. Isso está certo? Quatorze por cento, 15% até 16% [do Orçamento] de repasse para os poderes, quando no Rio Grande do Sul, por exemplo, é 6%. Até onde isso vai se arrastar?

Cada um tem que fazer sua tarefa de casa. E não adianta discutir. Houve 75% de aumento nos últimos três anos em cima de salário do funcionário público. Quem suporta isso? Por isso que todo mundo quer ser funcionário público. Até eu iria fazer [concurso] desse jeito. Mas ele [Governo] tem a garantia de suportar isso até onde? “Ah, então vamos cobrar a mais de quem produz”. Espere aí! A vaca vai secar. O que aconteceu com a Grécia? Olha a França hoje o que está acontecendo. E vai acontecer aqui. Não vai ter burro de carga que dará conta de continuar com esse peso nas costas. Vai parar de produzir. Se for cobrar a mais, vai nos inviabilizar. Aí nós paramos e eu quero ver o que vai ser feito.

Da Reportagem – O senhor acredita que estão jogando o custo da deficiência nas costas de quem produz?

Antônio Galvan – Com certeza, da deficiência da administração pública. Essa indústrias que saíram de Mato Grosso e foram se instalar em outros Estados, foi por conta de quê? Do custo do Estado. Agora você quer tributar mais ainda? Isso não faz sentido. Não tem ninguém que suporta mais. Seja comércio ou indústria.

Quero dar os parabéns ao deputado Ulisses Moraes (DS) pela defesa que ele está fazendo em cima disso, porque parece que essas pessoas não acordam. Principalmente esse três ou quatro que fizeram esses comentários absurdos. [A carga tributária] está próxima a 40% de tudo que você produz e não chega. Vão querer chegar em que número? Onde querem chegar com isso?

O duro é que tem alguns deles que são produtores, têm empresa. O próprio Jaime [Campos] tem uma pecuária extensa, mas ele nunca falou da pecuária. Por que será que ele nunca falou para pecuária contribuir mais? Pecuária não pode. Soja, algodão e milho podem? É um absurdo. Por que ele fica falando do outro setor?

Se ele tem mágoa para afogar, ele que vá ver o que fez de errado, para em uma outra eleição corrigir. Se a pessoa não corresponde com a expectativa que você tem como candidato, alguma coisa está errada. E está errado com quem? Com quem vota ou com quem está pedindo voto?

Então, é preciso ajustar a máquina pública. O governador Mauro Mendes sabe desse desafio. Nós apostamos muito nele. Sobre o Fethab 2, acredito que, se entrarmos em um consenso, a gente vai discutir esse assunto. Mas hoje o produtor é terminantemente contrário, porque não foi feito o investimento no que era definido pela lei, ou seja, na infraestrutura.

Da Reportagem – Deixando de lado a taxação do produtor, o senhor é favorável à revisão da Lei Kandir? Qual a sua opinião sobre isso?

Antônio Galvan – Isso é um trabalho para o nosso senador Jaime Campos. Isso é o que está no Congresso para ser votado. Não só Mato Grosso, como Minas Gerais, Pará, para eles pegarem em cima disso. E não achar que tem que fazer alguma taxação. Isso é [tarefa] para o nosso senador. Mato Grosso é merecedor, sim, de que se faça um repasse melhor. Não esses R$ 400 milhões e R$ 500 milhões que vêm todo ano na “bacia das almas”. Acredito que Mato Grosso deve receber no mínimo de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões de repasse do FEX [Auxílio Financeiro para Fomento das Exportações]. E nós esperamos que realmente o senador Jaime Campos, junto com Wellington Fagundes (PR), que foi quem propôs a lei, para poder emplacar esse recurso para o Estado.

Mas esse recurso, mesmo vindo para o Estado, se não houver o enxugamento da máquina, não vai resolver também. Nós temos que deixar claro isso: pode entrar o dinheiro que quiser dentro do caixa do Governo, mas se continuar com esses repasses dessa forma aos Poderes e esse salário alto do funcionário público, não há recurso que dê conta. 

Da Reportagem – Mas quando falo em mudar a Lei Kandir, falo em deixar de incidir ICMS sobre as exportações.

Antônio Galvan – Ninguém compra imposto. Se você quiser taxar imposto para exportar, não vai achar ninguém que queira comprar. O mundo inteiro é isento de imposto, a não ser quando eles resolvem criar uma barreira tarifária como está acontecendo essa briga com a China e os Estados Unidos. E o que acontece? Está toda represada a safra americana. E isso vai causar um problema sério para gente. Pensa que vai vender imposto? Não há comprador de imposto. Mas se quiserem acabar com o que está dando certo, que façam isso. Acho impossível você querer taxar o produto de exportação.

Vamos verticalizar? Vamos verticalizar. Mas então cadê o incentivo para indústria vir aqui? Saiu um monte de indústria do Estado. Como o falecido Dante falou: “100% de nada, no que que resulta?”. Não adianta. Tem que fazer a máquina girar.

Porque se o trabalhador consumir, ele está girando a mercadoria, que gera o imposto. Agora, se você parar a produção, vai circular o quê? Se você não tiver movimentação financeira...

Concordo que o Mato Grosso tem que ser ressarcido com FEX, sim. É o Estado que mais contribui com o País na exportação. Agora, é trabalho do senador Jaime brigar por isso.

Da Reportagem – Há pessoas que falam que está na hora de os milionários retribuírem o que conquistaram no Estado...

Antônio Galvan – Não tem por que retribuir. O percentual de um valor é o mesmo para quem produz pouco e para quem produz bastante. Porque a despesa existe na mesma proporção ou até mais. Você tem um monte de encargos, que nós, como pequenos produtores, não temos de custo.

Eu não vejo o porquê de tributar um percentual diferente para A ou B. O que tem que se fazer é todo mundo pagar. Porque a acusação que se ouve é de que está havendo desvios. Então, se tem desvios, tem conivência. Vamos achar quem está no meio da história, para punir e cobrar. Porque independente se ele produz mil, 100 mil ou um milhão de sacas, todos têm que tributar. Ele vai contribuir com 10 milhões de sacas, ou com mil sacas, dependendo da produção de cada um. Não vejo que tem que haver tributação diferenciada em valores. Agora, todos devem pagar. 

Se estão achando uma válvula para pagar menos, tem que se investigar e punir. Nós não somos contrários que se puna. Há quantos anos rodam essas denúncias? E por que até agora não se conclui nada? Todos sabem os nomes de quem são. Há alguma coisa errada no meio disso, pois até CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito] foi feita e nada se apurou até o momento. Como diz o ditado: virou tudo pizza? 

Eu quero saber o seguinte: Mato Grosso Sul resolveu o problema dele com essa taxação? Ou está lá com a corda no pescoço, igual estamos aqui?

Da Reportagem – O que acha do decreto de Mato Grosso do Sul, que obriga os produtores a destinarem 30% da produção ao mercado interno. Acha que se Mauro Mendes implantar aqui, vai ser ruim para o Estado?

Antônio Galvan – Não vai ser nada bom. Eu quero saber o seguinte: Mato Grosso Sul resolveu o problema dele com essa taxação? Ou está lá com a corda no pescoço, igual estamos aqui? Se não estancar a veia que está vazando, você pode taxar e fazer o que quiser. O que tem que se fazer é o trabalho de casa. Se Mato Grosso é maior arrecadador, teve o maior crescimento, tem a maior renda per capita de arrecadação, e não está dando certo, o que está faltando? Os números não enganam. 

Infelizmente, é a administração pública que está ineficiente, de todos os governadores que estavam para trás. O que apostamos é que, realmente, hoje Mauro Mendes e Pivetta venham a estancar isso. Vai ter conflito de interesse, vai ter problema? Vai ter. Porque ninguém quer tirar do bolso ou deixar de entrar. Agora, sabe-se que da forma que está, não tem nada que vai acontecer. 

Então, vai chegar o momento em que vamos dizer: não tem mais nada para tirar. Isso já aconteceu em outros países. Infelizmente vai acontecer aqui, e nós devemos evitar isso. Nós pagaríamos com gosto até essa taxação se nos trouxessem o centro consumidor ou a exportação mil quilômetros mais perto. Porque custa muito mais caro esse frete de mil quilômetros – o rodoviário principalmente – do que essa taxação que Mato Grosso do Sul está fazendo.

E outra coisa: se você fizer a conta, no momento em que ele me taxar, eu vou parar de renunciar ao meu crédito de ICMS. Então essa conta quase zera. É uma ilusão achar que isso vai resolver. Se ele não sabe fazer conta, pede para contratar um economista e ele verá quanto isso vai resultar para o Estado. 

Da Reportagem – Como o senhor avalia a administração do Governo Pedro Taques para o setor do agronegócio?

Antônio Galvan – O que posso falar do Pedro é que ele é um amigo da gente. Nos conhecemos quando ele foi candidato ao Senado. Na eleição para governador [em 2014], ele teve apoio maciço do setor. Agora, ele frustrou não só nosso setor, mas nosso Estado, de um modo geral. Porque o resultado da eleição foi bastante frustrante para ele.

Eu posso resumir em uma única palavra: se tem um culpado, é ele mesmo. Ele ouviu pouco quem realmente produz e trabalha. Apesar de não ter queixa dele como pessoa, porque sempre atendeu bem a gente da Aprosoja. Mas ele perdeu essa eleição para ele mesmo. Nós gostaríamos que tivesse sido uma gestão totalmente diferente, que tivesse sanado as dívidas que o Estado havia colocado. Mas, infelizmente, o Estado saiu de uma dívida de menos de R$ 1 bilhão para R$ 4 bilhões. Faltou bastante gestão pública.

Da Reportagem – O agronegócio apoiou em peso o presidente Jair Bolsonaro (PSL), mas ele tem se posicionado de maneira que talvez possa prejudicar o setor, como, por exemplo, tecendo críticas à China. Como o senhor o senhor enxerga esse discurso?

Antônio Galvan – No momento de campanha, às vezes se fala o que não se deveria. De forma nenhuma você vai brigar com seu maior comprador, principalmente quando se trata com as nossas commodities, com alimentos, grãos, minério. Eu tenho certeza que isso já até saiu fora do contexto. Falou-se em um momento de campanha política. Todo o mundo tem receio porque a China está investindo em tudo o que é País. 

A vida inteira nós brigamos para virem fazer investimentos internacionais no Brasil. Agora que estão aqui, começam a ficar com medo? Espere aí, vamos fazer nossa parte. Nós não temos a legislação? Para eles estarem aqui dentro, eles devem atender nossa legislação. Então, basta se ter uma legislação séria, e ser atendida, que eu não vejo problema nenhum em ser a China ou os Estados Unidos, ou a França ou a Alemanha. Que venham investir!

Nós, a vida inteira brigamos para buscar investimento. Hoje eles estão aqui. A China veio em peso. Ninguém é louco o suficiente para brigar com a China. Os Estados Unidos estão brigando com a China e estão se lascando os dois. Não vai ser o Brasil que vai fazer esse enfrentamento com o nosso maior comprador.

É lógico que tem que se atender a nossa legislação, e a gente percebe que eles vão atender. Dizem que são um País ditador, mas como ele tem tanto dinheiro? E na China não tem taxação. A taxação é mínima. E da onde que sai esse dinheiro todo para China investir lá dentro e no Mundo? É seriedade. Nas empresas de lá, o cara é morto se pegar um centavo de alguém. Aqui a corrupção é deslavada. Então, se tiver gestão como um chinês faz, com certeza o Brasil será uma China em pouco tempo. 

Eu não vejo problema nenhum nas colocações dele [Bolsonaro], isso é uma coisa sanada pelo que sabemos. E, com certeza, ele fará o governo que os brasileiros esperam: com mais seriedade, austeridade, punição e não deixar esses velhos políticos manterem a velha política. Ou eles se ajustam com a nova política, ou saiam fora dela. Porque a velha política não vai mais reinar no Brasil.

Da Reportagem – Quanto o senhor paga de Fethab por ano?

Antônio Galvan – Eu sou um médio produtor. Mas cheguei em mato Grosso há 32 anos, sem nada, e com muita vontade de fazer as coisas. Aproveitamos um período muito bom, em que não queriam terra nem de graça lá no Norte, e aproveitamos. Mas com certeza, hoje, eu pago mais R$ 300 mil de Fethab por ano. [Com esse dinheiro] faria todas as estradas que uso e de onde tiro a minha produção. E tenho certeza que esse dinheiro, se o produtor pegasse na mão dele ou ficasse na nossa mão, faríamos o dobro de estradas que o Estado faz. 

Inclusive, é uma das propostas nossas para o Mauro Mendes: que deixe o dinheiro do Fethab 2 na nossa mão. A entidade que recolhe e nós entregamos a estrada proposta para nós e a população usarmos. O governo ficaria só com a aprovação do projeto e do licenciamento ambiental da rodovia. A contratação das empresas ficaria por nossa conta. Tenho certeza de que faríamos, no mínimo, 25% mais de rodovia com o mesmo dinheiro. Essa proposta está na mão do Mauro Mendes e eu disse a ele: deixe esse dinheiro na nossa mão e nós entregaremos 500 km de rodovias novas por ano.
Alair Ribeiro/MidiaNews
Por CÍNTIA BORGES midianews 

Veja quem são os 10 parlamentares mais ricos do novo Congresso

A soma de bens dos parlamentares que estarão no Congresso no próximo ano, de acordo com dados declarados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), chega a R$ 2 bilhões. A cifra é alavancada pelos milionários, que representam quase metade dos eleitos.

O congressista mais rico é o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), com patrimônio de R$ 389 milhões. Jereissati foi eleito em 2014 e concluirá o mandato em 2023.

Dentre os eleitos no pleito de outubro, o senador mais rico é Oriovisto Guimarães (Podemos-PR). Oriovisto possui mais de R$ 239 milhões em bens, e um ponto em comum com o deputado federal eleito Luiz Flávio Gomes (PSB-SP): ambos são empresários do ramo da educação. Eles são também estreantes na política; nunca exerceram cargo público anteriormente. O mais rico da Câmara dos Deputados, porém, tem patrimônio mais modesto: cerca de R$ 120 milhões.

Confira abaixo quem são os dez senadores e dez deputados federais eleitos para a próxima legislatura com mais bens declarados:

Os 5 senadores mais ricos

Empresário, Administrador de empresas e ex-governador do Ceará, Tasso Jereissati foi eleito pela primeira vez ao Senado em 2002. Reeleito senador pelo PSDB do Ceará com 2.314.796 votos. Declarou ao TSE possuir patrimônio de R$ 389.019.698,60

Oriovisto Guimarães é paulista de Batatais e empresário no ramo de educação, editorial e informática.É estreante na política. Eleito senador pelo Podemos do Paraná com 2.957.239 votos. Declarou ao TSE possuir patrimônio de R$ 239.709.825,12

Estreante na política, o cearense de Fortaleza Eduardo Girão é empresário no ramo de hotelaria, transporte de valores e segurança privada. Fundou entidade sem fins lucrativos de atuação na área social. Eleito senador pelo Pros do estado do Ceará com 1.325.786 votos. Declarou ao TSE possuir patrimônio de R$ 36.397.417,26.

Pecuarista natural de Várzea Grande-MT, Jaime Campos iniciou sua carreira política em 1982 ao se eleger prefeito de sua cidade natal pelo PDS. Eleito senador pelo DEM de Mato Grosso com 490.699 votos. Declarou ao TSE possuir patrimônio de R$ 35.284.444,05

Formado em Engenharia Elétrica, Eduardo Braga é natural de Belém (PA), onde é empresário no ramo automobilístico. Iniciou sua carreira política aos 21 anos de idade. Reeleito senador pelo MDB do Amazonas com 607.286 votos. Declarou ao TSE possuir patrimônio de R$ 31.624.764,31


Os 10 deputados mais ricos

Fundador de uma rede de ensino telepresencial, Luiz Flávio Gomes foi promotor de justiça e juiz de direito, tendo atuado também como advogado. Eleito deputado federal pelo PSB de São Paulo com 86.433 votos. Declarou ao TSE possuir patrimônio de R$ 119.810.503,06

Empresário no ramo varejista supermercadista, Hercílio Araújo Diniz Filho é mineiro de Governador Valadares e estreante na política. Eleito deputado federal pelo MDB de Minas Gerais com 120.489 votos. Declarou ao TSE possuir patrimônio de R$ 38.844.003,09

De origem belga, Alexis Joseph Steverlynck Fonteyne, ou simplesmente Alexis, o calouro na política é paulista de Campinas, Engenheiro Mecânico e dentre outras atividades é empresário no ramo de pisos e revestimentos industriais. Eleito deputado federal pelo Novo do estado de São Paulo com 45.298 votos. Declarou ao TSE possuir patrimônio de R$ 28.802.788,01

Paulista de Limeira, Magda Mofatto é filha de imigrantes húngaros e empresária no ramo hoteleiro no interior de Goiás. Reeleita deputada federal pelo PR de Goiás com 88.894 votos. Declarou ao TSE possuir patrimônio de R$ 28.192.320,76

Gaúcho de Porto Alegre, Afonso Antunes da Motta é advogado e vai exercer seu terceiro mandato seguido na Câmara. Reeleito deputado federal pelo PDT do Rio Grande do Sul com 65.712 votos. Declarou ao TSE possuir patrimônio de R$ 21.345.369,25

Do 2.pbagora


MT-322 está praticamente intrafegável no trecho entre Espigão do Leste São Félix do Araguaia

As fortes e intensas chuvas que caíram na região Norte Araguaia castigaram uma das principais rodovias que corta a região. A MT-322 antiga BR-080 está praticamente intrafegável no trecho entre o Posto do Arnon ao distrito de Espigão do Leste, município de São Félix do Araguaia.

Conforme informações, inúmeros caminhões estão atolados no decorrer do trajeto de 100 km, estrada com muitos buracos, atoleiros e lama. Em alguns trechos verdadeiras crateras se abriram na rodovia.

O pior trecho está próximo à fazenda Vale do Boi, onde as chuvas deixaram a estrada muito debilitada. No local os motoristas enfrentaram buracos "gigantescos", além de muito barro.

Prefeituras da região e governo do estado ainda não se manifestaram sobre o caso.

Em março deste ano de 2018 a rodovia enfrentou as mesmas situações. Em 2015, a Sinfra liderou uma expedição que vistoriou a rodovia MT-322 no período chuvoso.

Da Agencia da Noticia

quinta-feira, dezembro 06, 2018

Servidores do Detran, instrutores e donos de autoescolas são alvos de operação que apura venda de CNH em MT

Investigação descobriu fraude onde candidatos pagavam e eram aprovados sem fazer exames no Detran. Operação ocorre em Cuiabá, Várzea Grande e outras 7 cidades.
Detran em Cuiabá — Foto: Rafaella Zanol - Gcom/MT
Um esquema de fraudes na obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) é alvo da operação 'Mão Dupla', realizada nesta quarta-feira (5) pela Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz).

Uma organização criminosa é investigada por corrupção ativa e passiva, inserção de dados falsos no sistema Detrannet e organização criminosa, para venda ilícita de carteiras. O esquema era operado de dentro do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT).
Operação Mão Dupla, da Polícia Civil em Mato Grosso — Foto: Polícia Civil de Mato Grosso/Assessoria

O G1 entrou em contato com a assessoria do Detran, mas não teve retorno até a publicação desta reportagem.

De acordo com a Polícia Civil, a operação deve cumprir 60 ordens judiciais, sendo 25 mandados de prisão preventiva e 35 buscas e apreensões nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, São Félix do Araguaia, Chapada dos Guimarães, Campo Verde, Tangará da Serra, Juína e Rondonópolis.

Os mandados foram expedidos pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

Do total de mandados, 20 são servidores do Detran-MT em Cuiabá e Tangará da Serra, e 15 são instrutores e donos de autoescola.

Os suspeitos, com ajuda de servidores, montaram um 'verdadeiro balcão de negócios' dentro do órgão para o comércio de CNHs.

As investigações do inquérito policial iniciaram com informações repassadas pela Coordenadoria de Fiscalização de Credenciados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), e denúncias que chegaram sobre a venda de CNH.

A organização criminosa operava no agenciamento de candidatos que não detém capacidade técnica para serem aprovados nos exames práticos e teóricos de direção veicular.
Operação Mão Dupla, da Polícia Civil em Mato Grosso — Foto: Polícia Civil de Mato Grosso/Assessoria
Eles eram cooptados a fazer o pagamento da CNH, sem necessidade de realizar os testes, apenas assinavam as listas de presença e os laudos de provas. Depois, iam embora sem fazer qualquer tipo de exame.
O nome da operação remete aos dois sentidos de uma via.

Investigação
Durante os trabalhos investigativos foram colhidas 21 confissões de candidatos que confirmaram o pagamento de valores que variavam de R$ 1 mil a R$ 4 mil para serem aprovados sem a necessidade de realizar as provas do Detran.

Os valores, que podiam variar de acordo com a condição financeira do candidato, eram pagos aos representantes das autoescolas, que por sua vez repassavam aos servidores da banca examinadora do Detran.

Segundo a apuração, os examinadores usavam proprietários ou instrutores de centros de formação de condutores como intermediários, os quais ofertavam os serviços para os clientes, fazendo a arrecadação do dinheiro, e, em alguns casos, repassando a parcela do examinador.

Para a polícia, eles agiam de forma organizada e estruturada para o cometimento das fraudes apuradas, desrespeitando as regras e os procedimentos necessários para a obtenção da CNH.

Com base nas confissões e outros elementos de prova, a apuração confirmou que 30 candidatos foram beneficiados com as fraudes. Com a operação, a Polícia Civil espera chegar a um número maior de beneficiados.

Operações semelhantes
Operações semelhantes foram realizadas ano de 2013 e 2014. A operação “Fraus" da Regional de Barra do Garças (2013) indiciou 125 pessoas no esquema de fraudes na obtenção e emissão de CNH.

A operação Narted (2014) da Delegacia Fazendária indiciou 17 suspeitos envolvidos (servidores, ex-servidor, beneficiários, dono e ex-funcionários de autoescolas) no esquema de venda de CNH.

Ranking de acidente

Mato Grosso ocupa o 3º lugar no ranking em mortes no trânsito, segundo dados do Observatório Nacional de Segurança Viária.

Do G1 MT