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terça-feira, março 09, 2021

Treze municípios estão com alto risco de contaminação pela Covid-19

Outras 33 cidades de Mato Grosso registram risco moderado de contágio por coronavírus

As medidas do Decreto nº 836, de 01 de março de 2021, são impositivas e devem ser adotadas pelos 141 municípios do Estado independentemente da classificação de risco. 
As medidas do Decreto nº 836, de 01 de março de 2021, são impositivas e devem ser adotadas pelos 141 municípios do Estado independentemente da classificação de risco. - Foto por: $fld.get("image_credits").getValue().trim()

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) divulgou, nesta segunda-feira (08.03), o Boletim Informativo n° 365 com o panorama da situação epidemiológica da Covid-19 em Mato Grosso.

O documento mostra, a partir da página 9, que 13 municípios registram alta classificação de risco para o coronavírus. São eles: Cuiabá, Rondonópolis, Várzea Grande, Primavera do Leste, Sinop, Sorriso, Cáceres, Pontes e Lacerda, Alta Floresta, Barra do Garças, Nova Xavantina, Peixoto de Azevedo e Cotriguaçu.

Ainda de acordo com informações do Boletim, outras 33 cidades foram classificadas na categoria de risco moderado para a Covid-19. São elas: Arenápolis, Aripuanã, Brasnorte, Campo Novo do Parecis, Campo Verde, Canarana, Carlinda, Chapada dos Guimarães, Colíder, Comodoro, Confresa, Diamantino, Guarantã do Norte, Juara, Juruena, Lucas do Rio Verde, Marcelândia, Matupá, Mirassol d'Oeste, Nova Mutum, Paranatinga, Poconé, Santo Antônio do Leverger, São Félix do Araguaia, Sapezal, Tangará da Serra, Tapurah, Terra Nova do Norte, Vila Bela da Santíssima Trindade, Vila Rica, Ribeirãozinho, Serra Nova Dourada e Vale de São Domingos.

O sistema de classificação que aponta o nível de risco é definido por cores: muito alto (vermelho), alto (laranja), moderado (amarelo) e baixo (verde). De acordo com a definição dos riscos, é necessária a adoção de medidas restritivas para o controle da propagação do coronavírus nas cidades.

Os indicadores de classificação de risco são atualizados duas vezes por semana, às segundas e quintas-feiras, e os resultados são divulgados nos Boletins Informativos da SES.

As medidas do Decreto nº 836, de 01 de março de 2021, são impositivas e devem ser adotadas pelos 141 municípios do Estado independentemente da classificação de risco.

Por Fernanda Nazário | SES-MT

Chuva em excesso provoca prejuízos na soja de MT

O excesso de chuva e a umidade muito elevada têm provocado prejuízos nos campos de soja de Mato Grosso. Em algumas localidades a soja está podre e o atraso na colheita no estado já é visível.

Alguns produtores optaram por abandonar a soja e plantar milho por cima. A Aprosoja-MT, já se movimenta e busca alternativas para o produtor rural. Nos próximos dias, 67 municípios produtores podem decretar emergência ou calamidade.

Por causa do tempo instável e da chuva frequente a soja está caída, podre e em outras localidades segue perdendo qualidade dia a dia. O cenário é complicado para o sojicultor de Mato Grosso.

Dados do Instituto Nacional de Meteorologia mostram que em São Felix do Araguaia já choveu 235,2 milímetros, no período entre 01/03 até 9h da manhã de hoje, dia 09 de março. Neste mesmo período, a cidade de Juína, registrou acumulado de aproximadamente 117 milímetros.

Na região de Cláudia (MT), a situação é ainda mais grave. Além da colheita comprometida, os agricultores não estão conseguindo transportar o que sai do campo. São caminhões parados em atoleiros e outros com problemas mecânicos causados pelo solo muito úmido.
Foto: Mauricio Meyer - Embrapa - soja grãos apodrecimento

Perda de safra 20/21

Os produtores estão preocupados porque em muitas propriedades a perda é total, ou seja, 100% da safra. Em outras, a perda já alcança 50%. Até a última sexta-feira (05), pouco mais de 67% da área total cultivada em Mato Grosso estava colhida. O ritmo segue abaixo do registrado nesta mesma época do ano passado, quando as máquinas já tinham avançado sobre mais de 91% das plantações.

Previsão para os próximos dias

Até quinta-feira (11), o tempo segue instável com bastante nebulosidade e chuva a qualquer hora do dia no centro-norte de Mato Grosso e o risco de temporal é alto. Nas demais áreas do estado, o sol aparece, mas a situação é de atenção para chuva moderada a forte com raios e fortes rajadas de vento. Observe abaixo a estimativa de chuva acumulada para o período entre 09 e 13 de março:

Decreto de emergência

O presidente da Aprosoja, Fernando Cadore, se reuniu com secretário adjunto de Proteção e Defesa Civil, Cel BM Cesar Viana de Brun, para tratar sobre possível decreto de situações de emergência ou calamidade em municípios produtores. Durante reunião online, Cadore esclareceu que uma das preocupações dos produtores rurais é quanto ao grande volume de chuvas que tem prejudicado a colheita da soja e consequentemente o plantio do milho.

Agroclima PRO

Como planejar uma safra e monitorar sua fazenda?

Otimizar o plantio, ficar de olho no Clima para avançar com os trabalhos no campo e observar o desenvolvimento da cultura para evitar perdas são algumas das decisões que você produtor rural precisa tomar durante a safra.

O Agro clima Pro é um serviço de tecnologia da Clima tempo que utiliza o conhecimento meteorológico. Com ele você pode acessar o histórico de dados de Clima para sua fazenda e pode detectar áreas com menor vigor vegetativo. Além disso, você fica sabendo como será a demanda hídrica da sua lavoura nos próximos 15 dias e ainda consegue identificar os melhores dias e horários para realizar as pulverizações.

Da Redação do Agroclima.

sexta-feira, janeiro 22, 2021

Estradas do sudeste, norte e nordeste de MT têm problemas para transportar gado

“Agora voltou com força”, foi o que disse o escalador de gado da unidade Friboi de Barra do Garças-MT, Júlio Aguiar, a respeito das chuvas que agora caem sobre a região. Nesta época do ano, a equipe dedicada ao transporte boiadeiro liga o alerta para evitar problemas de atrasos no embarque nas fazendas e na chega ao frigorífico.

“O nosso raio de atuação hoje é o sudeste de Mato Grosso, que inclui Primavera do Leste, Tesouro, Rondonópolis… No norte do estado, a gente pega também Paranatinga, Nova Brasilândia, Gaúcha do Norte. E nosso forte mesmo é no nordeste de Mato Grosso, que tem aquela parte perto de Cocalinho, Canarana, Ribeirão Cascalheira, vai até Querência, Confresa… Toda essa região ali do nordeste a gente atua bem forte”, explicou Aguiar.

O profissional destacou então quais são as estradas que neste momento apresentam mais problemas para o escoamento da produção de gado de corte da região para que os produtores estejam atentos a possíveis desvios, ajustes de programação e demais ações que possam corrigir ou remediar a situação.

“Entre as principais estradas que têm problemas hoje está a que liga Paranatinga a Santiago do Norte, que é a MT-130. Ali tem muito chão e o movimento é bem grande, então não é só a chuva que causa o problema, mas também excesso de passagem de caminhão no chão. A BR-242, que liga com Gaúcha do Norte também para Santiago é bem forte nessa questão de atoleiro, já que o movimento é intenso e dali a gente tira muito gado. A MT-100, que liga Araguaiana para Cocalinho, é bem tensa também. Ali quando é a época de chuva é quase impossível passar”, resumiu Júlio.

O especialista destacou o treinamento oferecido pela companhia aos motoristas e também a frota de caminhões, medidas que ajudam a superar os obstáculos da logística do gado na região.

Confira a entrevista completa com Júlio Aguiar no vídeo a seguir:


domingo, outubro 27, 2019

Ex-padre lança em Vila Rica livro sobre resistência e luta no Araguaia

O ex-padre e jornalista Antonio Canuto lança na próxima terça-feira, 29 de outubro, em Vila Rica, seu livro “Resistência e Luta Conquistam Território no Araguaia Mato-grossense”. O livro resgata a história da ocupação da região onde a Prelazia de São Félix do Araguaia atua.

O lançamento da obra acontecerá no auditório do Núcleo Pedagógico da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), a partir das 20 horas. O evento será aberto à população com entrada gratuita.

Canuto chegou ao Araguaia em 1971, como padre, incorporado à equipe pastoral da Prelazia de São Félix do Araguaia, coordenada por dom Pedro Casaldáliga. Eram tempos duros e severos da repressão por parte da ditadura militar. Logo em 1972, Canuto substituiu o padre Francisco Jentel, em Santa Terezinha, procurado, processado e condenado por crime contra Segurança Nacional e, por fim, expulso do Brasil, acusado de ser o responsável pela reação dos posseiros diante da violência da grande empresa Codeara, do grupo BCN – Banco de Crédito Nacional.

Entre 19 e 22 de junho de 1975, em Goiânia (GO), oficialmente convocado pela Comissão Brasileira de Justiça e Paz, realizou-se o Encontro de Bispos e Prelados da Amazônia, do qual participaram 67 pessoas, de 27 dioceses e prelazias. Canuto, juntamente com figuras como Pedro Casaldáliga e dom Tomás Balduino, ajudou a fundar a Comissão de Terras naquele momento, que mais tarde se transformaria em Comissão Pastoral da Terra (CPT).

O que ele registrou neste livro não é fruto só de pesquisas – foram muitas –, mas, sobretudo, é um relato de quem viveu durante 26 anos na região. Durante 13 anos em Santa Terezinha, e depois em outras cidades. Canuto acompanhou também colonos que chegavam de longe, trazidos pelas colonizadoras.

Conheceu de perto como os grandes empreendimentos chegaram à região com o discurso de “desenvolver” a Amazônia. Na realidade, porém, o que buscavam eram os recursos abundantes que o governo lhes oferecia. Com imensas áreas sob seu domínio, inclusive núcleos urbanos, e com muito dinheiro, usaram de todos os artifícios imagináveis para expulsar as poucas famílias de posseiros existentes e invadir Terras Indígenas.

Depois desses grandes empreendimentos causarem sofrimentos, sem contar os que ali já viviam de explorar, em regime análogo ao de trabalho escravo, os trabalhadores que vinham de outros estados para a formação de suas fazendas, ao secar a fonte dos incentivos fiscais, um a um foi abandonando a cena. Não se tem registro de nenhum que tenha permanecido.

Antônio Canuto conheceu, sobretudo, a Resistência e a Luta de indígenas e posseiros que, com garra e determinação, lutaram para defender seus direitos e afirmar sua cidadania. “Por mais de doze anos, a partir de 1991, em todas as edições do Jornal Alvorada, da Prelazia de São Félix do Araguaia, foi publicada uma seção intitulada ‘Retalhos de Nossa História’. Nesta seção eram publicadas matérias garimpadas, nos espaços mais diversos, que tinham a ver com a história da região, sem a preocupação de se ater a critérios de ordem cronológica ou de concatenação de fatos. Era uma riqueza sem par de informações. Valia a pena publicá-las num livro. Mas para isso era preciso organizar e ordenar o que estava escrito para que o povo da região e, sobretudo, as escolas tivessem um material que informava adequadamente todo o processo de formação e ocupação do território”, contextualiza o membro da CPT.

Para Canuto, em termos de abrangência das histórias, “o que está reunido neste livro cobre todo o território que o IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística] denominou de Microrregião Norte Araguaia, na Mesorregião Nordeste do Mato Grosso. Mas vai além, pois inclui também a Ilha do Bananal, no Tocantins, e o município de Querência, da microrregião Canarana. A inclusão dessas duas novas áreas se deu porque elas fazem parte do território de atuação da Prelazia de São Félix do Araguaia, pois a Prelazia acompanhou, passo a passo, o que foi acontecendo e formou um arquivo riquíssimo onde se encontram documentos que permitem recompor a história da região. De certa forma, a história da região e da Prelazia se fundem”, afirma ele.

Pode-se dizer, com segurança, de acordo com Antônio Canuto, que a ocupação deste território foi um processo de Resistência e Luta de indígenas, posseiros e posseiras, pequenos agricultores e agricultoras para defender e conquistar os territórios que ocupavam diante de uma invasão galopante do grande capital, incentivado pelo governo federal através da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e de outros programas governamentais.
Goiás
Em 1997, Canuto se mudou para Goiânia (GO) para contribuir com a Secretaria Nacional da Comissão Pastoral da Terra. Atuou como coordenador nacional, secretário da Coordenação Nacional e, no que sempre gostou de fazer, Comunicação.

Em 2018, Canuto traduziu, do francês para o português, o livro “Parteiras de um Povo – 65 anos de presença das Irmãzinhas de Jesus junto ao povo Apyãwa-Tapirapé” sobre a vida e profetismo de Genoveva Helena, Odila de Jesus e suas irmãs de fraternidade. A história foi contada, originalmente, por Eliane Remy, prima de Genoveva. À tradução foram acrescentados poemas de Pedro Casaldáliga, e depoimentos de muitos que conheceram de perto a irmãzinha ou com ela conviveram.

Fonte: ELDORADO.FM

sexta-feira, maio 10, 2019

Morre casal pioneiro que viu surgir duas cidades do Araguaia

Uma notícia muito triste pegou família e amigos de surpresa. A morte de casal de pioneiros que viveu 55 anos juntos e iriam completar 77 anos de idade neste mês. Primeiramente faleceu a professora Teresa Viana Pessoa com 76 anos que foi sepultada na manhã de quinta-feira (9/5) e a tarde do mesmo dia faleceu o esposo dela, em Cuiabá no Hospital São Matheus onde estava internado, o ex-vereador Sebastião Lopes Pessoa, conhecido como Gurupi, também com 76 anos. Ambos estavam com problema de saúde.

Gurupi ficou conhecido na região pela sua atuação na política. Ele foi vereador e presidente da Câmara Municipal de Ribeirãozinho e foi presidente da comissão que emancipou Ribeirãozinho em 1991 que antes pertencia a cidade de Ponte Branca-MT. Ele também foi candidato a prefeito em Ribeirãozinho.

Sua atuação na política veio depois de se tornar um grande produtor de grãos na região. Na década de 80, ele foi considerado o maior produtor de arroz de Ribeirãozinho.

Depois na década de 90, ex-vereador participou do movimento que criou o município de Bom Jesus do Araguaia-MT juntamente com o prefeito na época Marco Aurélio. Ainda na década 90, Gurupi foi assessor do saudoso professor Osvaldo Soler que chegou assumir por algum tempo a vaga de deputado federal.

Natural da cidade de Cocos no estado da Bahia, Gurupi recebeu este apelido porque veio de Tocantins para Ribeirãozinho justamente da cidade de Gurupi acompanhado de Teresa. E aos 76 anos, ele demonstrava que ainda queria mais, e estava cursando Direito no Centro Universitário Univar.

Gurupi e Teresa deixam os filhos João Bosco, Teles Pessoa, João Dehon Viana Lopes, Leila Viana Lopes, Eliane Carla Viana Pessoa e Leiliane Viana Pessoa que foi casada com o professor Marcelo Soler do Centro Univar e que hoje atua como advogada em Cuiabá.

A família informou que o ex-vereador será velado na Câmara Municipal na sexta-feira (10/9). Os pêsames à família.

Do Araguaia

quinta-feira, outubro 31, 2013

Prefeito é multado e terá que devolver dinheiro a prefeitura

prefeito é multado por despesas não autorizadas

prefeito é multado por despesas não autorizadas

O ex-prefeito de Alto Boa Vista (1.045 km de Cuiabá), Wanderley Iderlan Perim, terá que restituir os cofres da prefeitura em R$ 3.006,05 e foi multado em 86 UPFs/MT (equivalente a R$ 4.854,70) por realizar despesas não autorizadas. A controladora interna Rodrigues Silva foi multada em 11 UPFs/MT (R$ 320,95) sobre irregularidade no controle interno do município.

As contas do exercício 2012 de Alto Boa Vista foram julgadas dia 22/10. A Secretaria de Controle Externo do Tribunal apontou inicialmente nove irregularidades. Dada a oportunidade de defesa, o gestor Wanderley Iderlan Perim apresentou as justificativas, e foram mantidas oito irregularidades porque a argumentação do ex-gestor foram insuficientes.

Apesar da restituição e multar, o Ministério Público de Contas (MPC-MT) se manifestou, por meio de parecer do procurador-geral substituto Getúlio Velasco Moreira Filho, pela regularidade das contas com restituição de valores aos cofres públicos, multa e determinações. Porém, sugeriu ainda pela instauração de Tomada de Contas Especial para apurar supostas irregularidades em processos licitatórios realizados depois do mês de julho de 2012.

O conselheiro substituto Luiz Henrique Lima acompanhou o parecer do Ministério Público de Contas e apresentou voto no sentido de julgar regulares as contas anuais de gestão, exercício de 2012.

O voto do conselheiro substituto Luiz Henrique Lima foi aprovado por unanimidade. Foi determinado à gestão atual que instaure a tomada de contas especial nos moldes propostos pelo MP de Contas.

quarta-feira, setembro 11, 2013

Trecho crítico na MT-322 é entrave no Araguaia

Da Redação

A comitiva do Estradeiro Aprosoja segue acompanhando de perto as condições logísticas na região do Araguaia. Até esta terça (10) foram percorridos 1200 quilômetros de Cuiabá até Confresa. Produtores rurais do município e de regiões circunvizinhas participaram do simpósio que foi realizado na Câmara Municipal da cidade.

O asfalto da BR-158, que liga Canarana à Confresa, concluído há cerca de quatro anos, apresenta alguns problemas de ‘trincamento’. Seguindo viagem, na MT-322 um trecho de pouco mais de 20 quilômetros já está praticamente intrafegável. Como alternativa para fugir das péssimas condições da estrada, foi improvisado um desvio entre as margens da pista e a área de lavoura de uma propriedade. Mas o novo caminho já está tão destruído como a estrada estadual. Logo nos primeiros quilômetros deste trecho, a equipe do Estradeiro encontrou uma máquina particular patrolando a pista.

A cidade de Confresa tem instalada em seu território uma unidade frigorífica que abate diariamente 1150 animais. Entretanto, diante da inviabilidade logística que a região enfrenta, a empresa responsável transfere todos os trabalhos de processamento da carne para outros estados.

O presidente da Câmara Municipal de Confresa, Wilson Gomes de Freitas, vê na realização do Estradeiro pelo Araguaia uma possibilidade concreta de melhorias logísticas para a região. “Vivemos em um momento político em que a reação governamental só vem após uma ação organizada. E é isso que vejo neste movimento, a atitude de cobrar melhorias para esta região que durante anos ficou esquecida”, concluiu o vereador.

O produtor rural de Querência e vice-presidente da Aprosoja na região Leste, Gilmar Dell’Osbel, destacou as necessidades específicas para atender às mudanças na nova forma de produção no Araguaia. “O Vale do Araguaia tem muito para crescer e a agricultura é quem vai puxar esta expansão. Diferente da produção pecuária, para o perfeito desenvolvimento desta nova prática é preciso uma logística mais elaborada, que atenda aos prazos específicos como, por exemplo, o transporte emergencial de adubo, calcário e o próprio escoamento da safra”, afirmou.

Ao final do Estradeiro a Comissão de Logística da Aprosoja irá preparar um relatório detalhado com imagens e textos que descrevem e ilustram a realidade dos trechos visitados ao longo da expedição. “Tudo aquilo que vistoriamos in loco será documentado e encaminhado diretamente ao DNIT, Ministério dos Transportes, governador de Silval Barbosa, bancada estadual e federal de Mato Grosso”, afirmou o diretor executivo do Movimento Pró-logística, Edeon Vaz Ferreira.

Programação - Nesta quarta a caravana segue em direção ao estado do Pará. Às 19h será realizado o Simpósio do Movimento Pró-Logística na cidade de Redenção. O assunto central será as condições da BR-158.

Operação retira armas e munições de circulação em Espigão do Leste

Operação retira armas e munições de circulação em Espigão do Leste

Da Redação

Uma operação da Polícia Judiciária Civil, desencadeada pela Delegacia de São Félix do Araguaia (1.200 km a Nordeste) com apoio das delegacias dos municípios de Novo Santo Antonio (1.063 km a Nordeste), Luciara (1.166 km a Nordeste), Alto Boa Vista (1.059 km a Nordeste), Canabrava do Norte (1.215 km a Nordeste), Porto Alegre do Norte (1.125 km a Nordeste), aconteceu durante o final de semana, na região do distrito de Espigão do Leste. A operação tinha o objetivo de combater invasões de terras e reduzir o número excessivo de pessoas armadas na região.

A operação teve início após uma ocorrência de roubo, no final do mês de agosto, em que aproximadamente 08 pessoas, fortemente armadas, invadiram a sede de uma fazenda e rederem o caseiro e sua esposa e os submeteram a tortura física e psicológica mediante cárcere privado e grave ameaça.

Segundo o delegado de São Félix do Araguaia, Waner Batista Franco, entre os dias 02 e 04 de setembro, investigadores permaneceram no distrito de Espigão do Leste e na região de fazendas que sofrem com as ameaças da quadrilha, fazendo um mapeamento da real situação e dos principais suspeitos e pessoas que estariam de posse de armas de fogo na região da Vila Baianos.

A operação teve inicio na zona rural de Espigão do Leste, onde sete pessoas foram detidas por posse ilegal de arma de fogo. Entre os indiciados estava um senhor de 57 anos, que segundo as investigações seria um dos principais responsáveis pela distribuição de armas e munições na região. Com o acusado, foi encontrado uma espingarda de grosso calibre, um revólver e mais de 200 munições de variados calibre, entre eles calibre 12, 357 e 38, além de um silenciador.

Ainda em diligências na zona rural, os policiais apreenderam mais armas de fogo, munições, material para recargas de cartuchos e demais apetrechos.

Na Vila Baianos, os policias cumpriram dois mandados de busca e apreensão, expedidos pela Comarca de São Félix do Araguaia, com o intuito de apreender armas de fogo e produtos de origem ilícita. Em uma das residências, os policiais detiveram uma pessoa e aprenderam um revólver calibre 38, uma espingarda calibre 28 e munições. Durante o cumprimento do outro mandado, os Investigadores apreenderam diversas munições de calibre 22.

Todos os detidos foram encaminhados Delegacia de São Félix do Araguaia, onde foram ouvidos pelo delegado Waner dos Santos, que lavrou os flagrantes.

O Delegado disse que o trabalho de investigação da equipe de São Félix do Araguaia foi essencial para localizar os suspeitos.”O local onde os suspeitos estavam residindo é de difícil acesso e por diversas vezes os policiais tiveram que deslocarem a pé dentro da mata fechada”, disse o delegado.

Após 30 anos prefeitura fecha cratera em Canabrava do Norte, população denuncia alagamentos

Um dos problemas mais antigos enfrentados pela população da cidade de Canabrava do Norte foi parcialmente resolvido na cidade, na Rua 13 de Dezembro uma grota de água com mais de 30 anos tirava o sono dos moradores, o problema era tão antigo que persistia desde a fundação da cidade que aconteceu em 1946 quando as primeiras famílias chegaram ao lugar que só veio a ser emancipada em Dezembro de 1991.

O aterramento da grota segundo os moradores não resolveu o problemas e tem gerado alagamentos nas ruas.

“Depois desse aterramento todas as vezes que chove a água invadem as casas, eu mesma na semana passada estava dormindo quando acordei com água por toda a parte dentro de casa, o aterramento apenas fechou o buraco, mas na pratica não resolveu nada” disse uma moradora que prefere não se identificar.

Procurado o prefeito de Canabrava do Norte, Valdez Viana, admitiu o problema e disse que já existe um projeto para resolver a situação.

“Nós fizemos o aterramento para paliar a situação, apenas a canalização daquela água poderá resolver o problema e nós já estamos desenvolvendo o projeto” explicou o prefeito Valdez Viana á Rádio Continental.

Prefeito de Vila Rica Luciano Alencar corta metade do salário dos servidores

pref A ordem é economizar e para isso é preciso cotar na própria carne o excesso. Foi com este pensamento que o prefeito de Vila Rica, na divisa de Mato Grosso com o Pará resolveu radicalizar e anunciar que estava cortando parte de seu próprio salário, bem como de seu vice-prefeito, secretariado e de todos os servidores com cargos comissionados. Vila Rica se notabilizou semana passada ao se descobrir que a prefeitura paga salário de até R$ 70 mil a médicos.

“A situação financeira de Vila Rica é precária. Falta de tudo e até ajuda do governo Estadual e Federal. Então, temos de dar o exemplo e diminuir nossos salários em 50% para que possamos investir em obras fundamentais para a nossa população”, justificou o prefeito Luciano Alencar (DEM)

A medida, que não está muito bem aceita principalmente pelos servidores comissionados, foi baixada através do decreto Nº 058/2013 e segundo o prefeito a decisão é em virtude da drástica redução do ICMS e por conta da arrecadação do IPTU.

A decisão do prefeito acontece uma semana depois de ter sido denunciado de ter ultrapassado o limite de despesas com pessoal, além do pagamento de supersalários aos quatro médicos que trabalham na cidade, como um que em julho deste ano recebeu um salário de pouco mais de R$ 70 mil

Por Maurício Cruvinel  com Uasley Werneck/Rádio Continenta

terça-feira, abril 23, 2013

POSTO DA MATA: Famílias acampam em BR

por Redação NotíciasNX

Cerca de 300 ex-posseiros da Terra Indígena Marãiwatsédé acamparam na noite de anteontem à margem BR-158, dentro da área desocupada no final do ano passado pelo governo federal.
Com faixas e cartazes, os manifestantes criticam o governo federal, que não teria cumprido a promessa de reassentar as famílias que foram retiradas da reserva xavante e estão aptas a receber lotes da reforma agrária.
"As pessoas que foram retiradas estão passando fome e as crianças, sem escola. Ninguém foi reassentado até agora", reclamou William Oliveira da Silva, que tinha casa própria e hoje usa as últimas economias para pagar o aluguel de uma casa em Confresa.
O local do protesto fica a cerca de 500 metros dos escombros do Posto da Mata, localidade no município de Alto Boa Vista, onde vivia a maior parte dos cerca de 3 mil não-índios. O ponto era considerado o núcleo urbano da invasão.
"O que fizeram foi uma covardia. O mínimo que a gente esperava é que cumprissem a promessa do reassentar as famílias. Até agora, a maior parte do pessoal só recebeu cestas básicas. E mandadas pelas prefeituras. Do governo federal, não veio nada."
Os líderes do movimento asseguravam ontem que não iriam bloquear o tráfego na rodovia. Além de faixas penduradas nas duas margens, havia sido feita uma fogueira com um pneu. Um barracão de lona foi improvisado para abrigar os manifestantes.
A reportagem testemunhou uma conversa entre os posseiros e uma guarnição da Polícia Federal, que os alertou para não tentar impedir a passagem de veículos ou chegar até o Posto da Mata.
"Vamos permanecer aqui até que resolvam a nossa situação", disse Silva.
HISTÓRICO - Homologada em 1998, por meio de um decreto presidencial, como terra indígena de ocupação tradicional do povo xavante, Marãiwatséde passou pelo processo de desintrusão, que é a saída de todos os ocupantes não-índígenas, somente 14 anos depois.
A retirada dos não-indígenas foi determinada pela Justiça. Em janeiro de 2013 a Fundação Nacional do Índio (Funai) anunciou a conclusão do
trabalho de desintrusão com a desocupação de todos os 619 pontos residenciais e comerciais.
Com aproximadamente 165 mil hectares, a Terra Indígena Marãiwatsédé é localizada nos municípios de Alto Boa Vista, São Felix do Araguaia e Bom Jesus do Araguaia, na região noroeste de Mato Grosso.
No mês de fevereiro deste ano os fazendeiros retirados da área entraram na Justiça para tentar colher os grãos que foram plantados e não estavam prontos para a colheita na época da desintrusão. A decisão foi desfavorável ao grupo.

Índios são maioria em lista de ameaçados de morte em Mato Grosso

Dentre os 21 listados pela Pastoral da Terra, 18 são índios. Ameaças de morte são frutos de conflitos no campo em 2012.

Um levantamento anual realizado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) apontou que 21 pessoas sofreram ameaças de morte ao longo do ano de 2012 devido a conflitos no campo em Mato Grosso e 18 destas vítimas são índios das etnias Xavante e Myky. Além deles, a lista de vítimas inclui o bispo emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia, Dom Pedro Casaldáliga, e o ex-prefeito de Alto Boa Vista (município a 1.064 km de Cuiabá), Wanderley Perin.

Em 2011, a CPT identificou em Mato Grosso um total de 10 pessoas ameaçadas de morte por envolvimento em casos de disputa por terras. Três eram líderes indígenas da região da reserva Urubu Branco, em Confresa, a 1.160 km da capital.

Já o novo rol de ameaçados contém um total de 21 pessoas. Embora não mencionados nominalmente pela CPT, 15 são índios da etnia Myky, residentes da aldeia Japuíra, na terra indígena Menkü, perto de Brasnorte (a 580 km de Cuiabá). Os myky reivindicam a inclusão de uma área de quase 100 mil hectares. A alegação é de que a demarcação em 1987 não contemplou o trecho.

Em disputa judicial, produtores rurais da região de Brasnorte defendem-se afirmando que estão na região há mais de 30 anos e que a ampliação da reserva indígena seria ilegal.

Os demais indígenas constantes da lista de ameaçados são um cacique xavante da reserva de São Marcos e os também xavantes Mário e Damião Paridzané, ambos originários das terras de Marãiwatsédé, no nordeste do estado. Até o ano passado a área era ocupada por posseiros quando teve início, entre dezembro de 2012 e o início deste ano, operação policial de desintrusão após mais de 20 anos de disputa judicial.

Embora contatada pela reportagem, a Fundação Nacional do Índio (Funai), em Brasília, não se pronunciou até o fechamento desta reportagem a respeito dos indígenas ameaçados de morte.

Suiá Missú

Além dos Paridzané, a lista da CPT inclui o ex-prefeito de Alto Boa Vista, Wanderley Perin, e o bispo Casaldáliga como vítimas de ameaças em decorrência da disputa pelos mais de 165 mil hectares de Marãiwatsédé, antiga gleba Suiá Missú.

Perin contou que recebeu ameaças de morte direta e indiretamente, por meio do falatório na região, durante as manifestações dos posseiros da terra indígena ao longo do ano passado, quando estava à frente da Prefeitura de Alto Boa Vista.

Desde então ele se declarava contra a permanência dos fazendeiros na área demarcada. Um dia, em um dos bloqueios realizados pelos fazendeiros em protesto, um manifestante chegou a lhe apontar uma arma de fogo, sendo logo impedido por um outro. Porém, não cessaram as ameaças veladas e o medo, relata o ex-prefeito. "Minha família se mudou para Goiás. Hoje, ainda não é igual uma vida normal, como era antes. Não vamos dar chance ao azar, né. É uma coisa que não acabou", lamenta.

Já o bispo Casaldáliga precisou até se mudar temporariamente de São Félix do Araguaia no final de 2012, quando começaram os trabalhos de desintrusão da terra indígena, com atuação da Força Nacional de Segurança, da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e do Exército. Após a conclusão do despejo dos não-índios, porém, o sacerdote nunca mais recebeu qualquer ameaça e, segundo o padre Paulo Santos, que trabalha com o bispo na cidade, o catalão de 85 anos está tranquilo hoje em dia.

O último nome constante da lista da CPT é o de um líder de trabalhadores rurais da gleba Nhandu (Fazenda Cinco Estrelas), no município de Novo Mundo (a 791 km de Cuiabá).

Cenário da Notícia

CONFRESA: Prefeito fecha prefeitura, "some" e segue ganhando R$ 20 mil

por RDNews | Acessos: 0

A Prefeitura de Confresa (a 1.149 quilômetros de Cuiabá) está fechada desde o último dia 5 de abril. O fechamento foi determinado pelo prefeito reeleito Gaspar Lazzari (PSD), que “sumiu do mapa” após assinar o decreto suspendo todas as atividades do Executivo. A reabertura do Paço Municipal está prevista somente em 5 de junho.

  Apesar do fechamento da prefeitura, Gaspar segue recebendo o salário de R$ 20 mil, recém aprovado pela Câmara Municipal. Além disso, os vereadores também concederam ao prefeito o direito de usufruir de diárias superiores a R$ 2 mil.

  Segundo a vereadora Marli Lima (PDT), que lidera a oposição, Gaspar desapareceu sem apresentar justificativa para o decreto que suspendeu as atividades da prefeitura. Além disso, a vice prefeita Agenora Morais da Silva (PT), conhecida como Professora Ge, também optou por não assumir a chefia do Executivo durante a ausência do titular. “Confresa está sem comando. O prefeito viajou sem dar satisfação para ninguém. Os rumores que circulam entre o funcionalismo é que o decreto serviria para conter despesas, mas não houve nenhum comunicado oficial”, lamenta.

  Marli ainda afirma que a ausência do prefeito agravou a situação de calamidade em Confresa. Conforme a vereadora, os servidores da Educação e Saúde paralisaram as atividades devido ao atraso dos salários. “A cidade está suja. Existem atoleiros em plena área central. O asfalto está se deteriorando e não temos chefe do Executivo para, pelo menos, tentar resolver os problemas”, enfatiza.

  De acordo com Marli, o prefeito também se recusa a prestar contas do exercício 2012. As contas de 2011, apesar de apresentarem irregularidades graves como superfaturamentos e inexistência de documentos comprobatórios, foram aprovadas pelos sete vereadores da base governista.

  Dos 11 vereadores por Confresa, somente quatro não compõe a base do prefeito Gaspar Lazzari. Além de Marli, atuam como oposição: Jean Carlos (PMDB), Leonardo Sandes (PPS), e Nilzo (PSC).

  Confresa, conforme o censo IBGE/2010, possui pouco mais de 25 mil habitantes. O município tem uma economia baseada na agricultura, pecuária e comércio.

  Outro lado

  Gaspar não foi localizado para explicar o decreto que suspende as atividades da Prefeitura de Confresa pelo período de 60 dias. O celular funcional está fora da área de cobertura ou desligado. Até a publicação desta matéria, os telefonemas não foram retornados.

sábado, maio 26, 2012

Senar-MT oferece mais de 1,4 mil vagas na última semana de maio

Da Assessoria
A oportunidade de se qualificar está aberta para 1404 pessoas, em 51 municípios de Mato Grosso. São treinamentos ofertados gratuitamente pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) em parceria com o sindicato rurais e/ou prefeituras.
A maioria de cursos como "Administração de Pequenas Propriedades Rurais", "Produção de Mudas em Viveiro Florestal", "Piscicultura", e "Manejo de Gado Leiteiro" começa segunda-feira (28.05) e tem 40 horas de carga horária, se encerrando dia 1º de junho. Porém, na mesma semana estão programados treinamentos mais curtos, como o de "Agente Sanitário em Saúde Animal", de 24 horas.
Cada turma é formada em média por 15 alunos para cada curso, com exceções do treinamento "Segurança no Trabalho - NR 31.8 - Capacitação para trabalhador com Agrotóxico", que permite 20 alunos por curso. O público-alvo são produtores, trabalhadores rurais e seus familiares. A mobilização das turmas está sob a responsabilidade dos sindicatos rurais ou das prefeituras onde não existem sindicatos.
Os municípios contemplados com cursos são: Água Boa, Alto Araguaia, Araputanga, Arenapolis, Aripuanã, Barra do Bugres, Barra do Garças, Campo Novo do Parecis, Campos de Júlio, Canarana, Carlinda, Castanheira, Chapada dos Guimarães, Comodoro, Conquista D'Oeste, Cuiabá, Diamantino, Gaúcha do Norte, Jauru, Juara, Lucas do Rio Verde, Matupá, Nova Bandeirantes, Nova Canaã do Norte, Nova Guarita, Nova Monte Verde, Nova Mutum, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Novo São Joaquim, Paranaita, Paranatinga, Poconé, Ponte Branca, Pontes e Lacerda, Poxoreo, Primavera do Leste, Rondonópolis, Santa Rita do Trivelato, Santa Terezinha, Santo Antonio do Leste, São Félix do Araguaia, São José do Povo, Sinop, Sorriso, Tangará da Serra, Terra Nova do Norte, Torixoreu, Vera, Vila Bela da Santíssima Trindade e Vila Rica.
Para saber quais cursos serão realizados em cada município acesse o menu "Cursos Programados" no site www.sistemafamato.org.br. Lá também é possível encontrar os telefones dos Sindicatos Rurais ou prefeituras responsáveis pela formação das turmas.
O Senar-MT é uma instituição de ensino rural, que está presente em todos os municípios de Mato Grosso atuando em parceria com os 86 sindicatos rurais e prefeituras. Faz parte do Sistema Famato, assim como a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso - entidade e o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea-MT).

Fonte: Agronotícias

terça-feira, maio 15, 2012

Novo bispo de São Félix do Araguaia toma posse neste domingo

O novo bispo da prelazia de São Félix do Araguaia, Dom Adriano Ciocca Vasino nomeado pelo Papa Bento XVI no último dia 21 de março, tomará posse neste domingo  dia 13 de maio. O bispo foi transferido da sede episcopal de Floresta de Pernambuco.
Italiano de Gorgosesia, Vercelli e foi nomeado bispo no dia 3 de Março pelo  papa João Paulo II em 1999. Até a 49ª Assembleia Geral dos Bispos da CNBB, em 2011, era membro da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato. Ciocca é responsável pelas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) no Brasil.

O bispo assume o cargo no lugar do Frei Leonardo Ulrich Steiner, sucessor de Dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito. Ulrich foi eleito secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

A Prelazia de São Félix  é uma circunscrição eclesiástica pertencente à Província Eclesiástica de Cuiabá e ao Conselho Episcopal Regional Oeste II da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, sendo sufragânea da Arquidiocese de Cuiabá. A sé prelatícia está na Catedral Prelatícia Nossa Senhora da Assunção.

Em 2004, a prelazia contava com uma população aproximada de 150.000 habitantes, com 86% de católicos. O território da prelazia é de 150.000 km², organizado em 22 paróquias.

Fonte: 24 Horas News

quinta-feira, maio 10, 2012

LUCIARA - Mais dinamismo para Luciara

José Riva

Não há como ignorar as desigualdades regionais entre os municípios mato-grossenses. Do mesmo modo, não há como ignorar o tratamento urgente de soluções que produzam um mínimo de equilíbrio entre as regiões. Essa luta tem sido constante pela redução das desigualdades regionais. Pois, Mato Grosso vive um momento pujante da sua história com recordes na produção agropecuária e participação importante na Balança Comercial do país, porém ainda detém municípios que carecem da atenção dos governos federal e estadual.

Assim é Luciara. Uma cidade que precisa impulsionar sua atividade econômica para se desenvolver. Acredito que a exploração sustentável do seu grande potencial turístico pode muito bem transformá-la em mais dinâmica e produtiva.

Para isso, trabalhamos iniciativas que normatizem o desenvolvimento socioeconômico ecológico, como fizemos com a aprovação do Zoneamento Ambiental. Embora esteja suspenso, lutamos por ele por entender que essa lei dará tranquilidade jurídica aos nossos produtores com respeito ao meio ambiente.

Neste dia em que Luciara completa mais um ano de emancipação, quero parabenizar também os inúmeros avanços conquistados ao longo desses anos todos. A cidade cresceu, mas continua com a mesma hospitalidade de antes. Orgulho para a sua gente, que não mede esforços para vê-la ainda melhor. É com esse pensamento que atuamos na Assembleia Legislativa, pois queremos um Mato Grosso uno, sem as diferenças regionais, onde os investimentos possam ser vistos em todos os rincões.

Trabalhamos para levar infraestrutura e outros serviços básicos à população. A luta por asfalto tem sido diária.

Até sugeri ao Governo do Estado que utilize a sua capacidade de endividamento para aplicar os recursos na pavimentação das nossas rodovias. Isto porque conheço bem a realidade e logística do Estado. Cidades como Luciara que está a quase 1,2 mil quilômetros de Cuiabá, na Região Araguaia, não podem ficar a mercê da sorte. O asfalto é, sem dúvida, fator preponderante para o progresso. Como investir em turismo, por exemplo, sem dar condições de o turista chegar com conforto e tranquilidade? Ou ampliar a produção agropecuária, incentivando a tecnologia no campo com a capacitação da mão de obra, se ainda somos carentes de uma malha viária eficiente para o escoamento desses produtos?

Tenho certeza que as mudanças virão a partir do momento que for feita a reforma administrativa estadual. Dessa forma, será possível enxugar a máquina pública e priorizar os investimentos nos setores essenciais, dando mais qualidade de vida à população, independente da sua localização geográfica. Esse enfrentamento é urgente e necessário. Foi dessa forma que consolidamos os avanços que fizeram desta cidade um lugar bom para se viver. Com a oferta de escolas, ônibus escolares, ambulâncias, Conselho Tutelar, máquinas para recuperação de estradas, dentre outros.

Nesse contexto, o trabalho em conjunto tem sido fundamental. E a Assembleia Legislativa quer cada vez mais aprovar ações que permitam mais dinamismo aos municípios, para que cidadãos como os de Luciara tenham orgulho por fazer parte da história de Mato Grosso.

Parabéns, Luciara!

sexta-feira, abril 20, 2012

São José do Xingu consolida trabalho na recuperação das nascentes e matas ciliares

por Christiane Peres, ISA

Parceria entre ISA, produtores rurais e prefeitura fortalece adequação ambiental do município mato-grossense. Em cinco anos de projeto, mais de 800 hectares entraram em processo de restauração florestal e agora o município conta com 62,87% de suas áreas cadastradas na Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso.

Cassiano Marmet durante o evento de encerramento do projeto em São José do Xingu

Depois de cinco anos, chegou ao fim o projeto “Recuperando as nascentes e matas ciliares: um exemplo de concertação intersetorial”, apoiado pelo Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA). Para apresentar os avanços na adequação ambiental do município e os resultados do projeto no período, o Instituto Socioambiental (ISA) realizou um workshop na Câmara de Vereadores de São José do Xingu (MT), no último dia 11, para estudantes, vereadores, gestores públicos, moradores da cidade e produtores rurais.

O trabalho começou efetivamente em 2007, quando o município topou o desafio de integrar a Campanha Y Ikatu Xingu por meio do projeto aprovado pelo FNMA. A ideia era constituir áreas-piloto de recuperação da vegetação das nascentes e das margens do rio Paturi, um dos formadores do Xingu, em assentamentos, grandes e médias propriedades rurais locais. Hoje, cinco anos depois do início das atividades, 13 propriedades aderiram à proposta e 140 hectares entraram em processo de recuperação florestal. Com este trabalho na região, que teve um efeito multiplicador exemplar, diversos produtores que não participavam do projeto iniciaram plantios por conta própria, o que elevou o número de áreas em recuperação para mais de 800 hectares, que já foram mapeados pelo ISA (veja mapa abaixo) e 62,87% das áreas do município estão cadastradas na Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema/MT). São José do Xingu é, hoje, o terceiro município em áreas cadastradas na região do Araguaia Xingu...

O projeto é desenvolvido pelo ISA em parceria com a Câmara de Vereadores, Sindicato Rural, Prefeitura, Associação de Pequenos Produtores Rurais de São José do Xingu, Agência Nacional de Águas (ANA) e Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam).

“Ao recuperar sua APP, o produtor garante o abastecimento de água em sua propriedade por um período maior, pois as árvores impedem a erosão e o assoreamento dos rios. Além disso, a água é um dos insumos mais importantes para a produção agropecuária, por isso os produtores entenderam a importância desse trabalho e dessas áreas que devem ser preservadas. Foi um longo trabalho, mas os frutos estão aí”, diz Cassiano Marmet, técnico do ISA responsável pela implantação do projeto no município.

Além da recuperação de áreas, durante o projeto, o ISA participou e promoveu eventos e oficinas, ressaltando a importância econômica e ecológica das nascentes e matas ciliares. Além disso, desde 2007 São José do Xingu pôde contar com a instalação de um viveiro no qual mais de 150 mil mudas já foram produzidas. Atualmente, o viveiro produz 30 mil mudas por ano e não consegue mais suprir a demanda da região.

São José do Xingu tem aproximadamente 1,7 mil nascentes e mais de 107 mil hectares de matas ciliares, ocupando posição de destaque na parte mato-grossense da Bacia do Xingu em termos de extensão em Áreas de Preservação Permanente (APP). Portanto, com grande importância para conservação. “A gente tinha bastante área a ser recuperada e o ISA veio aqui nos dar essa força. Hoje o município é exemplo em conservação e sabemos da importância das matas e da água”, afirmou Emanuel Martins da Silveira, representante da Secretaria de Agricultura, durante o evento promovido pelo ISA para encerramento do projeto.

Recuperação ativa

Técnicos em uma das áreas de restauração da fazenda Bang Bang

“Foi por meio do meu treinamento no curso de Agentes Socioambientais, realizado pelo ISA, que eu pude começar o trabalho na fazenda Bang Bang para recuperação das APPs. Foi o projeto que tornou essa recuperação possível e hoje a gente está praticamente em dia com o nosso compromisso de restauração”, contou Marta Jeane Dantas, gerente administrativa da fazenda Bang Bang, em São José do Xingu, no evento.

Antes do início do projeto, a fazenda já vinha num processo de adequação ambiental, mas sem muito êxito. Tinha um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado com a Secretaria de Meio Ambiente do Estado (Sema/MT), em 2004, para adequação da propriedade, mas não havia conseguido implantar as áreas. A meta era recuperar 342 hectares de APP em 10 anos.

“Nossos maiores problemas foram a falta de conhecimento, a falta de informação e de tecnologia, além do número de informações erradas que recebemos até chegar à parceria com o ISA”, conta Marta Jeane Dantas que informou que até o ano passado a fazenda conseguiu recuperar 320 hectares e é modelo para os demais produtores da cidade.

Segundo dados da Campanha Y Ikatu Xingu, o município foi o que mais recuperou áreas degradadas na Amazônia até 2010, exemplo do empenho dos produtores nessa empreitada, após a assinatura do Pacto pelo Desenvolvimento Socioambiental de São José do Xingu no ano anterior.

(Leia o documento na íntegra).

“O projeto superou as metas iniciais e o sucesso dos resultados obtidos se deve principalmente à conscientização dos produtores, que aderiram à ideia e estão cercando e plantando suas APPs por conta própria. Os números de São José do Xingu são muito expressivos e é importante que as ações continuem no sentido de valorizar esses produtos que vêm de propriedades ambientalmente adequadas. Ainda que esse projeto tenha se encerrado, a parceria do ISA e as ações no âmbito da Campanha Y Ikatu Xingu continuam no município”, conclui a bióloga Natalia Guerin, responsável pelo trabalho de restauração florestal no ISA.

Agua Boa News

Documentário estreia no cinema expondo briga por terra em MT

De Barra do Garças - Ronaldo Couto

Foto: Sina

A luta entre índios e posseiros é um dos temas do documentário

A luta entre índios e posseiros é um dos temas do documentário

Estreia nesta sexta-feira (20) nos cinemas brasileiros o filme-documentário "Vale dos Esquecidos", que retrata o conflito por terras em uma remota região de Mato Grosso, denominado Vale do Araguaia. O filme promete causar polêmica porque também aborda a ocupação da área indígena Marãiwatsede, a Suia-Missú, que está sendo disputada por índios e posseiros.
O documentário deve percorrer os cinemas brasileiros e é muito aguardado no Vale do Araguaia, que passou a ser conhecido como Vale dos Esquecidos pela dificuldade de estradas.
O filme fala sobre a violência e o fogo utilizados por grupos rivais: índios expulsos do seu lugar de origem, posseiros em busca de um pedaço de terra, grileiros invadindo terras ilegalmente, sem-terra esperando as decisões do governo e fazendeiros brigando para manter suas propriedades.
Um relato sobre o desejo intrínseco do humano pela posse da terra, um retrato sobre a vida na Amazônia, uma obra que conta a história de um pedaço do Brasil em luta contra si mesmo. Com informações da produtora.

Fonte: Olhar Direto

domingo, abril 08, 2012

Com Pátio, Estado atinge marca de 15 prefeitos cassados desde 2008

Desde as eleições de 2008, 15 prefeitos foram cassados pela Justiça Eleitoral em Mato Grosso

Fonte: RDNews

Com a cassação do prefeito de Rondonópolis, Zé Carlos do Pátio (PMDB), nesta terça (3) pelo TRE, o Estado atinge a marca de 15 prefeitos cassados desde as eleições 2008, sendo pela Justiça, pelo TRE, ou pelas Câmara Municipais. Irregularidades a parte, mais de 20 municípios já não são mais administrados pelo gestor eleito no último pleito. Em duas cidades o prefeito foi assassinado, em outra morreu de causas naturais. Há ainda os que renunciaram por acordo com o vice, a fim de fortalecê-lo ao pleito deste ano e o caso de Wilson Santos (PSDB), que deixou o comando de Cuiabá em 2010 para disputar o Governo, quando acabou derrotado por Silval Barbosa (PMDB), reeleito.

Dentre os gestores cassados pela Justiça Eleitoral, estão o de Novo Horizonte do Norte, Agenor Evangelista (DEM); Araguainha, Osmari César de Azevedo (PR); Santo Antônio do Leverger, Faustino Dias Neto (DEM); Ribeirão Cascalheira, Francisco de Assis (PT); Poconé, Clovis Damião Martins (PTB); Novo Mundo, Aurelino de Brito (PT); Campos de Júlio, Claídes Masutti (PMDB); Rio Branco, Antônio Milanezi (PT); e Diamantino, Erival Capistrano (PDT). Nestes nove municípios foi realizada eleição suplementar.

O prefeito de Pedra Preta, Augustinho Freitas Martins (PR), também foi cassado pelo TRE, que já havia, inclusive, marcado eleição suplementar no município. O TSE, por sua vez, reformou a decisão e o reconduziu ao cargo. O republicano acabou renunciando e hoje o então vice, Marciolino Corte Souza (PR), comanda a cidade. Em Curvelândia, onde o prefeito cassado foi Lair Ferreira (DEM), a eleição suplementar também foi suspensa e o presidente da Câmara, Maury Souza da Silva (PP), se manteve no cargo.

Outro prefeito cassado pelo TRE foi Ricardo Henry (PP), de Cáceres. No município, contudo, como o progressista não havia sido eleito com mais de 50% dos votos válidos, não foi necessária a realização de pleito suplementar. Em seu lugar assumiu o segundo colocado, Túlio Fontes (DEM). O mesmo ocorreu em Alto Boa Vista, onde Aldecides Milhomem (DEM) foi sucedido por Wanderley Perim (PR).

Já pela Câmara de vereadores deixaram o cargo o então prefeito de Várzea Grande, Murilo Domingos (PR), que já estava afastado pela Justiça por suposto ato de improbidade administrativa, e o prefeito de Tangará da Serra, Júlio César Ladeia (PR). Tangará foi o primeiro município na história do Estado há realizar eleição indireta. Agora, entretanto, com a cassação de Pátio, o mesmo pode ocorrer em Rondonópolis.

Os municípios que tiveram troca de comando devido ao assassinato dos gestores, ocorridos no ano passado, foram Nova Canaã do Norte, onde o prefeito executado foi Antônio Luiz de Castro (DEM), e Novo Santo Antônio, Valdemir Antônio da Silva (PMDB). Houve ainda o caso do prefeito de Tabaporã, Edison Rosso (PT), que faleceu por problemas de saúde.

O gestor de Campinápolis, Altino Vieira Rezende (PR), por sua vez, foi um dos que renunciou devido a acordo firmado para fortalecer a candidatura do vice, Vandeir Ribeiro (PMDB), às eleições de outubro. Também o primo do senador Blairo Maggi, prefeito de Sapezal, José César Borges Maggi (PR), para beneficiar Jean Carlo Galli (PMDB).

Além de todo este “imbróglio”, o Estado ainda presenciou o troca-troca entre prefeitos e vices, ou segundo colocados. A exemplo de Itiquira, onde o prefeito Ernani José Sander, o Nani (PSDB), foi afastado pela Câmara, mas conseguiu retornar ao cargo, no qual se mantém até hoje. O mesmo ocorreu em General Carneiro. Lá o prefeito Juracy Rezende da Cunha (PT), o Buchudo, e a segunda colocada, Magali Vilela (PP), travaram um duro embate judicial, com expedição de inúmeras liminares. A “queda de braço” acabou sendo vencida por Juracy, que ainda comanda a prefeitura.

terça-feira, abril 03, 2012

São Felix do Araguaia: TV espanhola grava série sobre bispo que enfrentou a ditadura

dom pedro tratada TV espanhola grava série sobre bispo que enfrentou a ditadura

Dom Pedro Casaldáliga, que será retratado em minissérie

Um dos grandes nomes da Igreja Católica nos anos 1970 e 1980, a vida de dom Pedro Casaldáliga, 84 anos, vai virar minissérie, a ser exibida pela TV espanhola (TVE) e pela TV Brasil.

Intitulada Terra Roxa, a minissérie custará R$ 8 milhões e será 95% filmada no Brasil, no segundo semestre, principalmente em São Félix do Araguaia (Mato Grosso), onde o religioso se tornou combatente da ditadura militar (1964-1985) e enfrentou latifundiários e posseiros de terra.

Nascido na Catalunha (Espanha), dom Pedro chegou ao Brasil em 1968, ainda como missionário. Adepto da Teologia da Libertação, a ala mais à esquerda da Igreja Católica, sofreu cinco processos de extradição e várias ameaças de morte.

"Ele é um revolucionário até hoje. Continua defendendo a demarcação de terras dos índios", lembra a produtora Assunção Hernandes.

No Brasil, Terra Roxa terá 13 episódios de 22 minutos cada. Na Espanha, irá ao ar em dois episódios de 85 minutos.

Dom Pedro será interpretado por Eduard Hernández, um premiado ator espanhol (ele fez A Pele que Habito, de Pedro Almodóvar).

Projeto da produtora espanhola Minoria Absoluta, a minissérie terá 80% de seu orçamento bancado pela Espanha e 20%, pelo Brasil. Na semana passada, a Ancine (Agência Nacional do Cinema) autorizou a Raiz Produções a captar R$ 1,5 milhão para realizar a minisérie.

Por Daniel Castro - R7